O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), usou as redes sociais, neste sábado (17), para informar que dará celeridade na tramitação no parlamento do acordo comercial firmado entre o Mercosul e a UE (União Europeia). Para entrar em vigor, o documento precisa ser chancelado por parlamentares dos países envolvidos.“Pretendemos dar ao Acordo a tramitação mais rápida possível na Câmara dos Deputados, para que ele possa entrar em vigor o quanto antes e, assim, começar a repartir seus frutos a todos os participantes”, escreveu. Leia Mais Entenda os benefícios e os desafios do acordo entre Mercosul e UE "Sabor amargo", diz Peña sobre ausência de Lula no Mercosul-UE Mercosul e UE assinam acordo de livre comércio após 26 anos de negociação Hugo celebrou a assinatura do acordo. “Com esta iniciativa, comprovamos a força da diplomacia, do diálogo e da cooperação, que devem ser sempre os pilares das relações entre os países”, escreveu o parlamentar numa rede social.Segundo o presidente da Câmara, ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, o acordo abre oportunidades para mais crescimento, mais renda, mais emprego, mais investimentos e mais trocas de novas tecnologias.AssinaturaMercosul e UE assinaram neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, um acordo de livre comércio que irá integrar 720 milhões de pessoas e somará um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 22 trilhões. O tratado já é negociado há 26 anos, desde 1999.A cerimônia contou com a presença de todos os presidentes do Mercosul, exceto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também estiveram presentes para firmar a assinatura os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, Ursula Von der Leyen e António Costa.O Brasil esteve representado pelo seu ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira. Lula preferiu realizar um encontro “solo” com Ursula Von der Leyen no Rio de Janeiro, na véspera, sexta-feira (16).Pelo acordo, o Mercosul eliminará as tarifas sobre 91% das exportações da UE ao longo de um período de 15 anos. Já os europeus eliminarão progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul num período de até dez anos.Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) mostrou que o Brasil deve ser o principal beneficiado pelo acordo comercial, com um impacto positivo de 0,46% em seu PIB (US$ 9,3 bilhões) até 2040. O Mercosul como um todo teria alta de 0,2%, já a União Europeia, de 0,06%.Os investimentos no Brasil, de acordo com o estudo, subiriam 1,5% em 15 anos; as exportações 3%; e as importações também 3%.