O bitcoin (BTC) cai na manhã desta sexta-feira (16), operando acima dos US$ 95 mil e caminhando para fechar a semana em alta de mais de 5%. O mercado global de criptomoedas registra leve queda na manhã de hoje em um movimento de ajuste dos preços após as fortes altas recentes. No mercado tradicional, as bolsas asiáticas fecharam no negativo. Os principais índices europeus estão mistos, enquanto os futuros de Nova York operam no positivo. Os investidores aparentemente já precificaram o conflito entre Estados Unidos e Irã, mas seguem com as atenções voltadas para uma possível interferência no Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje: # Cripto Preço 24h 7d YTD 1 Bitcoin (BTC) US$ 95.276,88 -1,51% 5,40% 8,87% 2 Ethereum (ETH) US$ 3.297,00 -1,83% 6,57% 11,12% 3 Tether (USDT) US$ 0,9995 0,00% 0,07% 0,11% 4 BNB (BNB) US$ 933,68 -0,57% 4,88% 8,16% 5 XRP (XRP) US$ 2,06 -2,52% -1,84% 12,04% 6 Solana (SOL) US$ 142,99 -1,67% 3,14% 14,87% 7 USD Coin (USDC) US$ 0,9996 0,01% -0,01% 0,00% 8 TRON (TRX) US$ 0,3072 0,86% 4,93% 8,09% 9 Dogecoin (DOGE) US$ 0,1388 -3,66% -1,36% 18,35% 10 Cardano (ADA) US$ 0,3911 -3,50% -0,17% 17,52% Fonte: Coin Market Cap. Bitcoin (BTC) e o cenário macroeconômico Os mercados estão cada vez mais preocupados que o futuro presidente do Fed possa ser excessivamente dovish (isto é, inclinado ao afrouxamento monetário), possa minar a confiabilidade no controle da inflação. O mais recente ataque ao atual presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, elevou a preocupação dos mercados com relação à interferências na instituição. Na visão de analistas da Bitunix, um rompimento sustentado do rendimento do Treasury de 10 anos dos EUA — considerado um dos ativos mais seguros do planeta — acima de 4,3% sinalizaria que as preocupações com a inflação estão migrando das expectativas para uma reprecificação ativa do mercado, exigindo uma revisão para baixo tanto do timing quanto da magnitude dos futuros cortes de juros. “Para 2026, a questão central não é se haverá afrouxamento, mas se o Fed manterá controle efetivo sobre a narrativa da inflação”, dizem os analistas.