O Hamas deve eleger ainda neste mês um novo líder, o primeiro desde a morte de Yahya Sinwar, em 2024, em uma operação israelense. A informação foi confirmada à Reuters por duas fontes ligadas ao grupo palestino, que governa a Faixa de Gaza.Khalil al-Hayya e Khaled Meshaal são apontados como os principais candidatos para assumir o comando do Hamas em um momento considerado crítico para a organização, enfraquecida por dois anos de guerra após o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel e pressionada internacionalmente a se desarmar.Ambos vivem atualmente no Catar e integram um conselho de cinco membros que passou a comandar o grupo após a morte de Sinwar, considerado um dos mentores do ataque de 2023. O antecessor dele, Ismail Haniyeh, foi assassinado por Israel durante uma visita ao Irã, também em 2024.Yahya Sinwar, morto em 2024 em uma operação israelense • ReutersSegundo as fontes, o processo eleitoral já começou. O líder é escolhido por voto secreto no Conselho da Shura, formado por cerca de 50 integrantes do Hamas que vivem na Faixa de Gaza, na Cisjordânia ocupada e no exílio. Leia Mais Hamas se diz pronto para entregar governança de Gaza sob acordo de trégua EUA fazem intervenção no Irã desde 1950, diz professor Número de mortos em protestos do Irã passa de 500, diz grupo de ativistas Além do novo líder, o Hamas também deve eleger um vice para substituir Saleh al-Arouri, morto em um ataque aéreo israelense no Líbano, em 2024. Apesar de haver defensores da manutenção de uma liderança coletiva, integrantes do grupo afirmam que há determinação para concluir a eleição.Hamas se diz pronto para entregar governança de Gaza sob acordo de trégua | CNN NOVO DIAAnalistas apontam Meshaal como representante de uma ala mais pragmática, com boas relações com países sunitas, enquanto Hayya, principal negociador do Hamas, é visto como próximo do Irã.Os Estados Unidos defendem que o Hamas se desarme como parte de um plano de cessar-fogo que prevê a administração de Gaza por um governo palestino tecnocrata supervisionado por uma entidade internacional. O grupo, no entanto, rejeita entregar suas armas e afirma que o tema deve ser discutido entre os palestinos.