Uma decisão judicial recente garantiu o ressarcimento a um cliente que teve prejuízo de R$ 30 mil causado pelo golpe do falso suporte bancário. O caso reforça a responsabilidade das instituições financeiras em detectar transações atípicas e serve de alerta para a sofisticação das táticas usadas por estelionatários.Como funciona o golpe do falso suporte do banco?Nesta modalidade de fraude, o criminoso entra em contato simulando ser um funcionário da central de segurança da instituição. Para ganhar confiança, utilizam a técnica de spoofing, que mascara o número da chamada e faz aparecer os dígitos oficiais do banco no visor do celular da vítima.O roteiro geralmente envolve um falso alerta de compra suspeita ou invasão de conta, criando um senso de urgência imediato. Sob o pretexto de “cancelar” a operação ou “limpar” o aparelho de vírus, o golpista induz o cliente a realizar transferências ou instalar aplicativos de acesso remoto.Mulher escrevendo e lendo com uma estátua da Justiça – Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrinaO banco devolve o dinheiro em caso de golpe?Neste caso específico, o tribunal entendeu que houve falha na segurança ao permitir uma movimentação que fugia completamente do perfil do correntista. A transferência de alto valor foi considerada uma transação atípica que deveria ter acionado os bloqueios automáticos de prevenção a fraudes.Decisões como essa, apoiadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), reforçam que é dever do banco identificar anomalias evidentes. Isso cria um precedente importante para consumidores que foram lesados, provando que a instituição responde pelos riscos de falhas em seus sistemas de monitoramento.Como saber se a ligação do banco é falsa?Embora a lábia dos criminosos seja envolvente, existem padrões técnicos e comportamentais que bancos reais jamais adotam em atendimentos telefônicos. Conhecer esses indícios de engenharia social é a barreira mais eficaz para interromper a fraude antes que o prejuízo aconteça.Fique atento a estes comportamentos típicos de estelionatários durante a chamada:Solicitação para baixar aplicativos de acesso remoto, como TeamViewer ou AnyDesk;Pedido para realizar transferências via PIX com a promessa de “estornar” o valor depois;Pressão psicológica insistente para que o procedimento seja feito sem desligar o telefone.O que fazer ao receber uma chamada suspeita?Justiça garante devolução de R$ 25 mil enviados por Pix para a pessoa erradaA atitude mais segura é desligar imediatamente, sem fornecer nenhuma informação. Jamais digite senhas no teclado, pois se você tiver instalado algum aplicativo malicioso a pedido do golpista, ele poderá visualizar sua tela ou capturar os dados digitados.Após encerrar a chamada, entre em contato com o banco utilizando outro aparelho telefônico ou o chat oficial do aplicativo. Golpistas utilizam recursos tecnológicos para simular canais oficiais; por isso, iniciar o contato por um meio independente é a única forma de garantir que você fala com a equipe real.Por que a informação é a melhor defesa contra fraudes?Proteger seu patrimônio exige desconfiança constante e conhecimento sobre as táticas usadas atualmente. A tecnologia facilita a vida, mas demanda uma postura ativa do usuário para filtrar interações maliciosas disfarçadas de ajuda técnica.Considere estes pontos fundamentais para manter sua conta bancária segura:Bancos nunca pedem transferências para “testar” ou “regularizar” contas;A instalação de softwares por telefone é a principal porta de entrada para roubos;Compartilhar esse conhecimento com familiares idosos reduz a vulnerabilidade de todos.Leia também: Homem vítima de golpe de R$ 25 mil via Pix ganha na Justiça e banco é condenado a pagar R$ 10 mil extrasO post Homem que perdeu R$ 30 mil após golpe do falso suporte do banco tem valor devolvido apareceu primeiro em Terra Brasil Notícias.