O caso de estupro coletivo contra duas crianças em São Miguel Paulista, na zona Leste de São Paulo, ganhou novos passos nas investigações. Segundo as autoridades, uma mulher reconheceu o próprio irmão nos vídeos que circularam nas redes sociais. Com isso, ela fez a denúncia à polícia e as apurações começaram.Segundo a delegada Janaina da Silva Dziadowczyk, do 63° Distrito Policial, a irmã da vítima não tinha nenhum outro detalhe sobre o crime.Após os primeiros passos, todos os envolvidos na ocorrência foram identificados. Até o momento, um homem foi preso na Bahia e deve ser transferido para São Paulo nesta segunda-feira (4). Além disso, quatro adolescentes foram apreendidos. Leia Mais Estupro coletivo de crianças em SP: vítimas foram atraídas para soltar pipa Preso na Bahia por estupro coletivo de crianças será transferido para SP "Terrível", define secretário sobre caso de estupro coletivo em SP O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, descreveu a ocorrência como “terrível e inesquecível” durante coletiva de imprensa realizada nesse domingo (3). Ele ainda afirmou que a barbaridade do crime foi inédita até para que tem vasta experiência no combate contra criminosos. Veja abaixo: https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/SONORA-NICO.mp4O crimeAs vítimas foram atraídas para o interior de um imóvel com o pretexto de soltar pipa. Durante o crime, as agressões foram gravadas em vídeo por iniciativa do adulto envolvido, e as imagens circularam em redes sociais.A investigação aponta que o grupo era composto por um adulto de 21 anos e quatro adolescentes. O maior de idade foi localizado e preso temporariamente no distrito de Serrana, em Brejões, na Bahia, com o auxílio das forças de segurança locais.Até o momento, três adolescentes foram apreendidos — dois na capital paulista e um em Jundiaí —, enquanto um quarto menor de idade ainda não foi encontrado.A polícia mantém negociações com a família do último envolvido para que ele se apresente à Justiça.Proteção às vítimasSegundo a delegada Janaina da Silva Dziadowczyk, do 63° Distrito Policial, as famílias das crianças sofreram pressão da comunidade para não registrar o boletim de ocorrência.Por questões de segurança, as vítimas e seus familiares foram retirados da região e estão sob proteção do poder público.A próxima fase do inquérito focará na identificação de pessoas que compartilharam as imagens dos abusos, ato que também configura crime.