Projeto cripto da família Trump processa Justin Sun por difamação

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A World Liberty Financial, empresa de criptomoedas ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua família, entrou com um processo por difamação contra o empresário Justin Sun, fundador da Tron, em um tribunal estadual da Flórida. A ação marca mais um capítulo de uma disputa judicial que já se desenrolava entre as partes e envolve acusações de manipulação de mercado, quebra de contrato e campanha pública de ataques.O processo foi apresentado poucos dias após o próprio Sun ter acionado a empresa na Justiça federal da Califórnia, alegando que a World Liberty teria congelado indevidamente seus tokens WLFI como forma de retaliação por ele não ter ampliado seus investimentos no projeto.Na nova ação, a empresa apresenta uma versão oposta: afirma que decidiu bloquear os ativos para proteger a si mesma e à comunidade após identificar supostas irregularidades nas operações do investidor.Segundo a World Liberty, entidades ligadas a Sun teriam comprado tokens WLFI por meio de terceiros, em operações conhecidas como “straw purchases”, além de possivelmente realizar vendas a descoberto — prática que, segundo o contrato, seria proibida.Leia também: Investidores criticam World Liberty sobre bloqueio de WLFI: “golpe de governança”A empresa também afirma que movimentações associadas a carteiras vinculadas ao empresário teriam transferido cerca de US$ 300 milhões para a Binance, o que levantou suspeitas de uma campanha deliberada para pressionar o preço do token no momento de seu lançamento.Today, we are filing a lawsuit against Justin Sun for defamation. Sun has launched a coordinated media smear campaign against World Liberty Financial and refused to stop even when confronted with the truth.Here's the story.?— WLFI (@worldlibertyfi) May 4, 2026Manipulação e campanha públicaA World Liberty alega ainda que, após ter seus ativos congelados, Sun iniciou uma campanha pública de difamação, com postagens em redes sociais nas quais acusava o projeto de ter funções ocultas de bloqueio e governança centralizada. Em um dos posts, ele afirmou que o sistema funcionava como uma “armadilha disfarçada de liberdade” e criticou a estrutura do protocolo, chamando-a de “ditadura com máscara de DAO”.De acordo com a ação, essas declarações teriam sido amplificadas com o uso de influenciadores e bots, alcançando milhões de visualizações e causando prejuízos diretos à empresa, incluindo a perda de ao menos uma parceria comercial. A World Liberty também afirma que Sun chegou a ameaçar publicamente prejudicar o projeto caso não obtivesse um acordo financeiro, incluindo alertas de que poderia “incendiar” a empresa e derrubar o preço do token.A empresa sustenta que o investidor tinha pleno conhecimento das regras contratuais, incluindo a possibilidade de congelamento dos tokens, e que chegou a elogiar publicamente o projeto mesmo após essas cláusulas estarem claras. Por isso, considera que as acusações feitas posteriormente seriam falsas e configurariam difamação.A World Liberty pede indenização por danos, ressarcimento de custos e a retratação das declarações feitas por Sun. O caso ainda tramita e várias partes do processo permanecem sob sigilo, incluindo detalhes específicos sobre as operações financeiras investigadas.Justin Sun evitou falar sobre o caso até o momento e fez apenas uma curta postagem no X dizendo que “o alegado processo por difamação que a World Liberty anunciou hoje não passa de uma jogada de relações públicas sem fundamento. Mantenho minhas ações e aguardo ansiosamente a vitória no tribunal”.Procurando uma alternativa para aumentar seus ganhos? A Renda Fixa Digital do MB é a solução: até 18% de ganho ao ano, risco controlado e a segurança que seu dinheiro merece. Conheça agora!O post Projeto cripto da família Trump processa Justin Sun por difamação apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.