A maior parte dos estados brasileiros apresenta níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), segundo novo boletim do InfoGripe, da Fiocruz.O cenário acompanha o período sazonal de circulação de vírus respiratórios (entre os meses de março e agosto) e acende atenção para o avanço de casos em diferentes regiões do país. Leia Mais Tratamento de Alzheimer deve focar no sistema imune, sugere estudo da USP O que é hantavírus? Veja os sintomas após suspeita de surto em cruzeiro Gripe em alta: casos no Brasil antes do inverno dobram em um ano A análise considera dados até a semana epidemiológica 16, entre os dias 19 e 25 de abril. Apenas três estados — Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul — não aparecem nesse nível mais elevado de incidência. Avanço de casos e pressão nas regiõesO levantamento mostra crescimento de casos de SRAG em 16 unidades da federação nas últimas seis semanas, incluindo estados como Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Distrito Federal.Ao mesmo tempo, há aumento de infecções por VSR (vírus sincicial respiratório) — principal causa de quadros graves em crianças pequenas — em praticamente todas as regiões.O avanço é observado tanto no Norte quanto no Nordeste, Sudeste e Sul. Já a influenza A segue em alta principalmente no Centro-Sul do país, enquanto apresenta sinais de queda em parte do Norte e Nordeste.Entre as capitais, 13 das 27 registram níveis elevados de atividade da doença com tendência de crescimento, como Belém, Recife, Brasília e Vitória.A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz alerta que a maioria das UF (unidades federativas) do país apresenta incidência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em nível de alerta, risco ou alto risco.• Reprodução/InfoGripeExceções regionaisAs exceções, de acordo com o documento, são Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Este cenário reflete o período de sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza A no país. A atualização é referente à Semana Epidemiológica 16, período de 19 a 25 de abril.Outro quadro preocupante é que os casos de SRAG por VSR, que afetam principalmente crianças de até 2 anos, continuam aumentando em UF de todas as regiões.É o caso do Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.Por outro lado, apresentam sinal de queda no Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima. Goiás, Maranhão e Tocantins têm indícios de estabilidade ou de estabilização.“A principal forma de proteção contra os casos graves de VSR e influenza é a vacinação. Por isso, é essencial que a população que faz parte dos grupos prioritários, como crianças, idosos e pessoas com comorbidade, tome a dose atualizada da vacina durante o período da campanha, para ficar protegida no momento de maior circulação desses vírus. A vacina contra o VSR pode ser administrada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida”, ressaltou a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.O mais recente Boletim InfoGripe, referente à semana epidemiológica 16, revela um cenário de alerta para a saúde pública no Brasil. A análise constatou que 16 estados apresentam sinal de aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) na tendência de longo prazo (últimas seis semanas).O avanço da doença atinge estados de todas as regiões, incluindo Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Tocantins.Atualmente, 13 das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco. Estão em tendência de crescimento cidades como Belém (PA), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Teresina (PI) e Vitória (ES).Gripe é a doença respiratória mais pesquisada no inverno