Os Emirados Árabes Unidos anunciaram sua saída da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), um movimento que representa um importante sinal de enfraquecimento do maior cartel de petróleo do mundo.A decisão foi analisada por Ligia Maura Costa, professora da Escola de Administração de Empresas da FGV, que apontou mudanças geopolíticas significativas e possíveis impactos no mercado global de petróleo.Segundo a especialista, a saída dos Emirados Árabes Unidos indica que o país não deseja mais subordinar sua produção a decisões coletivas.“Ao sinalizar sua saída da Opep, os Emirados Árabes indicam que não querem mais subordinar sua produção a uma decisão coletiva”, afirmou. Leia Mais Petróleo cai após Trump afirmar que ajudará navios retidos em Ormuz Opep+ anuncia aumento de 188 mil barris por dia de petróleo para junho Opep+ deve elevar produção de petróleo em junho, dizem fontes Para Costa, há um paradoxo evidente: enquanto o mundo busca uma produção mais verde e a redução do uso de combustíveis fósseis, os países produtores de petróleo sentem urgência em explorar ao máximo suas reservas, enquanto a demanda e os preços permanecem elevados.A especialista ressaltou que a grande importância histórica da Opep estava na previsibilidade que a organização trazia ao mercado internacional, ao estabelecer volumes de produção e preços.“A Opep proporcionava previsibilidade, pois se sabia qual seria a produção e o preço a ser praticado”, explicou.Com o enfraquecimento da organização, essa previsibilidade está sendo colocada em xeque, o que representa um desafio adicional para o comércio internacional, já afetado pela instabilidade geopolítica.Saída dos Emirados Árabes da Opep enfraquece o cartel, diz professora | MONEY NEWSCosta também destacou que a decisão dos Emirados Árabes afeta diretamente o Brasil, exportador de petróleo. Se o país árabe aumentar sua oferta no mercado, como sinalizado, a tendência é de queda nos preços do barril.“Mais oferta de petróleo significa preços mais baixos. Se o petróleo cair, as receitas vão diminuir”, alertou.Esse cenário teria reflexos diretos na balança comercial brasileira e nos resultados da Petrobras, empresa que depende diretamente do preço do barril para sustentar seus lucros, dividendos e investimentos.A professora ponderou, no entanto, que os efeitos mais expressivos devem se manifestar no médio e longo prazo, e que muito dependerá da reação da Arábia Saudita.Disparada do petróleo: Veja medidas que países estão adotando contra preços Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.