Eta Aquáridas: Como evitar que a Lua atrapalhe (muito) a observação dos meteoros

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A chuva de meteoros Eta Aquáridas, composta por detritos deixados pelo Cometa Halley, deve atingir seu pico entre a noite de terça-feira (05) e a manhã de quarta-feira (06). Mas, em 2026, os entusiastas da astronomia encontrarão uma barreira: o brilho intenso da Lua provavelmente vai ofuscar a visibilidade do fenômeno.Tradicionalmente, observadores no Hemisfério Sul conseguem visualizar dezenas de meteoros por hora durante o ápice. Porém, a interferência da luz lunar pode reduzir essa taxa pela metade. No Hemisfério Norte, a expectativa é ainda mais modesta, com projeções de menos de dez meteoros por hora, segundo a Associated Press.Fragmentos do Cometa Halley devem ser ofuscados pela luminosidade da LuaO fenômeno ocorre anualmente quando a Terra cruza a trilha de detritos deixada pelo Cometa Halley em sua jornada de 76 anos ao redor do Sol. Quando esses pequenos pedaços de rocha e gelo entram na nossa atmosfera em altíssima velocidade, eles se incendeiam, o que cria o efeito visual conhecido popularmente como estrelas cadentes. Embora o Halley só deva visitar a vizinhança da Terra novamente em 2061, suas “migalhas” espaciais garantem esse show previsível e aguardado por astrônomos amadores.Luminosidade da Lua deva atrapalhar bastante as observações da chuva de meteoros Eta Aquáridas, disse astrônomo colunista do Olhar Digital – Imagem: Cooke/Marshall Space Flight Center/NASAA localização geográfica é o primeiro fator determinante para o sucesso da observação. De acordo com Teri Gee, gerente do Planetário Barlow, o show é naturalmente mais generoso para quem está em latitudes austrais. “Quanto mais ao sul você estiver, melhor será a visão”, disse a especialista.Por isso, o Brasil está num lugar privilegiado. “Por aqui, normalmente são esperados entre 50 e 60 meteoros por hora na máxima. No entanto, há casos de surtos que podem gerar algo entre 120 e 160 meteoros em apenas uma hora, embora este ano, a luminosidade da Lua deva atrapalhar bastante as observações”, explica o astrônomo Marcelo Zurita, colunista do Olhar Digital.O grande desafio desta vez é a Lua minguante gibosa, que estará com 84% de seu disco iluminado. Para contornar esse “holofote” natural, a recomendação técnica é procurar um local de observação que ofereça uma barreira física, como um prédio ou árvore, capaz de bloquear a luz direta da Lua sem esconder o restante do firmamento. Além disso, afastar-se da poluição luminosa das cidades e permitir que os olhos se acostumem com a escuridão por alguns minutos é fundamental para notar os rastros mais sutis.O momento de maior atividade acontece nas horas que antecedem o amanhecer, com o olhar voltado para o leste, na direção da constelação de Aquário. O astrofísico Nico Adams sugere focar em lampejos que surgem na visão periférica. Para não comprometer a sensibilidade ocular, a regra de ouro é esquecer o celular: a luz da tela impede que a pupila se dilate o suficiente para enxergar os meteoros menos brilhantes que cruzam a atmosfera.O post Eta Aquáridas: Como evitar que a Lua atrapalhe (muito) a observação dos meteoros apareceu primeiro em Olhar Digital.