A Fórmula 1 prepara uma mudança significativa em sua motorização para o início da próxima década. De acordo com o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, a categoria deve abandonar os atuais motores V6 híbridos e retomar o uso dos icônicos motores V8 a partir de 2031, com possibilidade de antecipação para 2030.A declaração foi feita durante o GP de Miami. Segundo Sulayem, a transição é garantida pelas regras da entidade. Em 2031, a FIA possui autonomia para implementar a mudança sem a necessidade de votação entre as fabricantes.Fórmula 1 – Imagem: Orange Pictures / Shutterstock.comNo entanto, existe um esforço para que a novidade chegue um ano antes, o que exigiria a aprovação de uma supermaioria das montadoras atuais (pelo menos quatro das seis que integram o grid).O fim da complexidadeA principal motivação para a troca é a redução da complexidade técnica. Atualmente, os motores de Fórmula 1 são unidades de potência híbridas altamente sofisticadas, onde a força é dividida igualmente entre o motor a combustão e o sistema elétrico.Leia mais:Apple fecha acordo para transmitir Fórmula 1 com exclusividade nos EUA10 pilotos de F1 mais seguidos do Instagram [2025]Por que Ayrton Senna é considerado o rei do GP de Mônaco na Fórmula 1?Essa configuração trouxe desafios que desagradam pilotos e público. Para recarregar as baterias, os competidores precisam aliviar o pé em curvas de alta velocidade (técnica conhecida como lift and coast), o que gera preocupações com a segurança e a diferença de velocidade entre os carros na pista. Além disso, termos técnicos como “superclipping” e limites de megajoules tornaram o esporte difícil de acompanhar para o torcedor comum.O que muda com o V8Os novos motores V8 prometem ser mais simples, mais leves e, principalmente, mais barulhentos. O som é uma das maiores reclamações dos fãs desde 2014, quando os motores V6, mais silenciosos, substituíram os antigos V8 que foram usados entre 2006 e 2013.Apesar da volta ao modelo clássico, a sustentabilidade permanece no foco. Os motores continuarão utilizando combustíveis 100% sustentáveis, mas contarão com uma eletrificação mínima, longe dos sistemas pesados e complexos de hoje.Para o presidente da FIA, o V8 é a escolha lógica por ser popular em carros de rua e oferecer o espetáculo sonoro que o público espera da categoria.Atualmente, o grid conta com fornecedoras como Ferrari, Mercedes, Renault e Honda, além da chegada da Audi e da Ford (em parceria com a Red Bull) para os próximos anos. A General Motors, por meio da Cadillac, também planeja fabricar seus próprios motores, somando-se ao grupo que decidirá o futuro da categoria.Via ReutersO post Fórmula 1 prepara mudança significativa para os próximos anos; entenda apareceu primeiro em Olhar Digital.