Governo lança campanha em defesa do fim da escala 6×1

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O governo federal lançou neste domingo (3) uma campanha pelo fim da escala de trabalho 6×1. A proposta prevê a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução de salário.Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha será veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional. Leia Mais Hugo Motta quer começar debates estaduais sobre 6x1 pela Paraíba À CNN, Renan Santos diz que acabar com escala 6x1 é enganar trabalhador Para acelerar 6x1, Hugo convoca sessões do plenário ao longo de toda semana Três de cada dez trabalhadores celetistas trabalham na escala 6×1, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Caso a proposta seja aprovada, ao menos 37 milhões de pessoas serão diretamente beneficiadas, indica o governo.O Palácio do Planalto aposta na campanha após o governo ter sofrido duas derrotas no Congresso Nacional na última semana, com a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada dos vetos ao PL da Dosimetria. A pauta também ganha força entre os governistas em um momento em que a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está baixa.O presidente Lula enviou um projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial com urgência constitucional. O petista optou por um PL porque o formato permite vetos presidenciais. Contudo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, decidiu dar celeridade à tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do mesmo tema. De olho nas eleições, o congressista também quer deixar sua digital na proposta, que tem apelo popular. Com a proximidade do calendário eleitoral, Hugo convocou sessões do plenário ao longo de toda esta semana para acelerar a análise da proposta sobre o fim da jornada de trabalho 6×1. As reuniões deliberativas da Casa contam como prazo para a comissão especial que analisa a PEC.A realização de sessões na segunda e na sexta-feira é incomum na Casa, que costuma ter deliberações apenas de terça a quinta. A comissão especial tem prazo de dez sessões do plenário para a apresentação de emendas. Após esse prazo, o relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), poderá apresentar o seu parecer e já pedir que a matéria seja pautada.Como mostrou a CNN Brasil, a comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta deverá começar seminários sobre a redução da jornada de trabalho pela Paraíba, estado de Hugo Motta. A expectativa é de que João Pessoa receba o primeiro debate já na próxima quinta-feira (7), com a presença do presidente da Câmara.O governo alega que os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário-mínimo no Brasil. Os custos da aprovação da proposta já preocupa o setor produtivo. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) projeta aumento de custos para produtos e serviços, perda de poder aquisitivo e alta da inflação.