O Hamas emitiu um comunicado oficial, em seu Telegram, neste domingo, 3, no qual denuncia a continuidade de operações militares israelenses na Cisjordânia, classificando-as como parte de uma política de anexação e deslocamento forçado. O grupo afirmou que as recentes ameaças de Israel de retomar as incursões militares em Gaza constituem uma violação direta do acordo de cessar-fogo vigente e prejudicam o clima de negociação estabelecido pelos mediadores neste momento do conflito.Em paralelo, o grupo lamentou a morte do jovem Nayef Samaro, de 26 anos, atingido por disparos na cidade de Nablus, e convocou militantes e a juventude palestina a “intensificarem os meios de confronto para deter o avanço de colonos e das forças de ocupação nesta temporada”.Relatórios da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS) detalham que Samaro foi baleado e levado ao hospital no momento em que sua esposa estava em trabalho de parto, vindo a falecer pouco depois. Além da vítima fatal, outras quatro pessoas ficaram feridas na operação, incluindo um jovem de 12 anos atingido no ombro. O exército de Israel afirmou que as tropas reagiram a indivíduos que arremessaram pedras contra as unidades militares, efetuando disparos que resultaram em “vários acertos”O acirramento das tensões em solo palestino ocorre no momento em que detalhes da proposta do Irã para encerrar a guerra com os Estados Unidos vieram a público. O plano iraniano, composto por 14 pontos e entregue via Paquistão, exige a suspensão imediata de sanções econômicas, o fim do bloqueio naval aos seus portos e a interrupção de operações israelenses no Líbano em um prazo de 30 dias.O presidente Donald Trump informou estar revisando o documento, embora mantenha ceticismo sobre a viabilidade de um consenso final nesta temporada. Atualmente, um cessar-fogo de três semanas está em curso na região.