A ingestão de bebidas adulteradas com metanol nunca pode ser esquecida, uma vez que tivemos registros de mortes e de casos graves de intoxicação em diferentes regiões do país. A substância, usada de forma clandestina para baratear a produção de bebidas alcoólicas, pode provocar falência múltipla de órgãos e danos neurológicos irreversíveis — entre eles, a neuropatia óptica tóxica, que compromete o nervo óptico e pode levar à perda permanente da visão.Diante desse cenário, a Rede Total Care, em colaboração com a Associação Brasileira de Neuro-Oftalmologia e o Centro Edson Bueno — área dedicada a ensino, pesquisa e inovação do Grupo Amil — iniciou uma pesquisa clínica inédita no Brasil para investigar os efeitos do metanol sobre o nervo óptico. A iniciativa alia responsabilidade social e produção científica: além de estudar a extensão e os mecanismos das lesões oculares, o projeto oferece avaliação oftalmológica gratuita a pessoas com suspeita da doença que atendam aos critérios clínicos estabelecidos.O estudo tem como objetivo analisar os possíveis danos decorrentes da exposição ao metanol, que pode causar visão borrada, manchas no campo visual, alteração na percepção de cores e, nos casos mais severos, cegueira. O atendimento está aberto à população mediante apresentação de laudo médico que comprove a contaminação pela substância.“Essa cooperação reúne conhecimento técnico, estrutura e acolhimento para atender quem foi afetado por essa situação, que é grave. Nosso papel é garantir que as vítimas tenham acesso a avaliação e cuidados especializados, essenciais para evitar sequelas, com o suporte dos melhores profissionais e equipamentos disponíveis”, afirma Anderson Nascimento, CEO da Rede Total Care.Segundo Naiana Cunha, diretora de Governança Clínica e Oftalmologia da Rede Total Care, a identificação dos pacientes segue critérios rigorosos para evitar vieses na pesquisa. “Para o bom andamento do estudo e que não aconteça viés com outras patologias na fase inicial, a expectativa é que os pacientes sejam encaminhados por outros médicos com suspeita ou confirmação de intoxicação, pois os achados oftalmológicos podem ser amplos, desde pequenas alterações até cegueiras.” Ela explica que os critérios de inclusão, aprovados pelo comitê de ética, já foram compartilhados com o corpo clínico da instituição e sua rede de relacionamento médico.A especialista destaca que a principal meta é dimensionar o impacto da substância sobre a visão. “A expectativa é entender o grau de acometimento, lesão e sequela que a ingestão acidental pode causar. A partir dessa compreensão, será possível definir os próximos passos de manejo e eventual pesquisa”, afirma.O fluxo de atendimento gratuito foi estruturado para garantir agilidade e profundidade na investigação clínica. “Estamos com uma agenda dedicada em uma de nossas unidades e, a partir da suspeita e encaminhamento por um profissional médico, o paciente é analisado pelo nosso pesquisador principal e submetido a uma série de exames sequenciais de estratificação para uma análise ampla sobre a condição oftalmológica”, detalha Naiana.A ação inclui uma bateria de exames oftalmológicos e neurológicos, como campo visual, tomografia de coerência óptica (OCT) e testes eletrofisiológicos, capazes de avaliar desde o funcionamento da retina até a transmissão dos estímulos visuais ao cérebro. A expectativa é que os resultados contribuam para ampliar o conhecimento sobre a neuropatia óptica tóxica associada ao metanol e subsidiem protocolos mais eficazes de diagnóstico e acompanhamento, em um momento em que os episódios de adulteração de bebidas reforçam a urgência de respostas coordenadas entre assistência, pesquisa e vigilância sanitária.Para participar da pesquisa, é necessário ter 18 anos ou mais e histórico de exposição ao metanol ou álcool, além de apresentar suspeita ou diagnóstico confirmado de neuropatia óptica tóxica. A condição é caracterizada por perda visual gradual e indolor, dificuldade na percepção de cores e presença de manchas escuras no campo de visão — sem alteração pupilar.Mais um anel inteligente no mercado A Lity, fabricante de eletrônicos e acessórios compatíveis com dispositivos de última geração, anuncia sua entrada no mercado de bem-estar com o Connect Ring, anel inteligente voltado ao monitoramento do sono e de indicadores de saúde, como frequência cardíaca e SpO₂. Desenvolvido em aço inoxidável, resistente à água e hipoalergênico, o acessório conta com sensores de alta precisão e integração ao aplicativo Lity Connect Ring, compatível com iOS e Android, e está disponível em seis tamanhos e três cores (golden rose, preto e prata). “O app, em conjunto com o anel, permite monitorar a frequência cardíaca em intervalos de 5 a 60 minutos, enquanto a detecção de SpO₂ e variação da frequência cardíaca pode ocorrer a cada 1 hora. Ainda é possível identificar fases e ciclos do sono para avaliar a qualidade das noites de descanso”, afirma Richard Kenj, diretor comercial.A força da PolilamininaO Laboratório Cristália iniciará os testes clínicos de Fase 1 da Polilaminina, molécula desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com potencial para regenerar lesões na medula espinhal e prevenir casos de paraplegia ou tetraplegia. A etapa, recém-autorizada pela Anvisa, tem como objetivo avaliar a segurança do tratamento e envolverá cinco pacientes, entre 18 e 72 anos, com lesão completa da medula ocorrida há até 48 horas. Após a aplicação do medicamento, os participantes serão acompanhados por um comitê independente de especialistas em segurança de medicamentos indicado pela Anvisa. Os cumprimentos para a cientista Tatiana Sampaio, professora de Biologia da UFRJ, que há 30 anos se dedica aos estudos da molécula, e ao DR. Ogari de Castro Pacheco, fundador da Cristália, que abraçou essa causa.Herbalife lança gelato proteicoA Herbalife acaba de ampliar seu portfólio com o lançamento do Protein Ice Cream, pó para preparo de gelato proteico voltado a quem busca uma sobremesa refrescante aliada ao bem-estar. Vegetariano e feito com whey protein, o produto oferece 11 gramas de proteína por porção de 100 g — cerca de 160% a mais que a média do mercado — além de apresentar 25% menos calorias, 90% menos açúcares adicionados e 42% menos gordura saturada em comparação aos gelatos convencionais. Rico em fibras e sem glúten, o produto chega nos sabores baunilha e chocolate e pode ser preparado facilmente no liquidificador com água gelada.Março AzulNo Março Azul, mês de conscientização sobre o câncer colorretal, especialistas reforçam a importância de hábitos saudáveis para reduzir o risco da doença. Segundo a coloproctologista Dra. Paula A. Conceição, fatores como tabagismo, consumo excessivo de álcool e obesidade estão diretamente associados ao aumento da incidência do câncer de intestino, pois impactam negativamente a saúde intestinal ao longo do tempo. “Reduzir o consumo de álcool, abandonar o cigarro e manter um peso saudável são atitudes fundamentais para a prevenção do câncer colorretal”, orienta. A médica também alerta que sintomas persistentes, como alterações no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes, anemia, dor abdominal frequente ou perda de peso sem causa aparente, devem ser investigados, e não ignorados.