O número de mortos em decorrência dos ataques israelenses no Líbano, desde que o país entrou no conflito regional na segunda-feira, subiu para 102, com 638 feridos, anunciou o Ministério da Saúde libanês nesta quinta-feira (5).O ministério indicou em um comunicado que esse número pode aumentar, já que os hospitais continuam recebendo vítimas. O número anterior de mortos era de 77.Na última terça-feira, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou que o Exército “tomará o controle” de novas posições no Líbano, após iniciar, na segunda-feira, uma campanha de bombardeios contra o movimento pró-iraniano Hezbollah.“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizamos o Exército israelense a avançar e tomar o controle de posições estratégicas adicionais no Líbano, para impedir ataques contra as localidades israelenses de fronteira”, afirmou o ministro em um comunicado.O Exército israelense anunciou que seus soldados estão mobilizados em “vários pontos” do sul do Líbano.“Não é uma operação terrestre. É uma medida tática (…) destinada a garantir a segurança do nosso povo”, explicou à imprensa estrangeira o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz internacional das Forças Armadas.“Posicionamos soldados na zona de fronteira, em pontos adicionais, para defender nossos civis e impedir que o Hezbollah os ataque”, afirmou o porta-voz.O Exército israelense mantinha militares em cinco posições consideradas estratégicas no território libanês desde o cessar-fogo de novembro de 2024.O Oriente Médio está em guerra desde sábado, quando Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha militar conjunta no Irã, que matou, entre outros, o líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei.Teerã respondeu com bombardeios em todo o Golfo e contra Israel.*Com AFP Leia também Homem acusado de planejar matar Trump nos EUA diz que foi pressionado pelo Irã Sexto dia de guerra entre Israel e Irã tem escalada de ataques e envio de navios europeus Primárias das eleições de meio de mandato começam com disputa acirrada entre republicanos e democratas nos EUA