O Ministério da Inteligência do Irã afirmou ter atacado “grupos terroristas separatistas que pretendiam entrar pelas fronteiras ocidentais do país” com o apoio dos Estados Unidos.A declaração do ministério, divulgada pela mídia estatal iraniana, aparentemente se refere a ataques das forças iranianas contra grupos curdos baseados no Iraque.A agência iraniana ISNA informou nesta quinta-feira que explosões foram ouvidas em sedes de forças no Curdistão iraquiano. Leia Mais Drones iranianos atacam base militar dos EUA no Iraque Irã alerta que inimigos não "estarão seguros nem dentro de casa" Israel diz atacar sedes da Guarda Revolucionária e da inteligência do Irã O episódio ocorre depois que fontes disseram à CNN que a CIA está trabalhando para armar forças curdas com o objetivo de fomentar um levante popular no Irã. O governo de Donald Trump tem mantido discussões ativas com grupos de oposição iranianos e líderes curdos no Iraque sobre a possibilidade de fornecer apoio militar, disseram à CNN várias pessoas familiarizadas com o plano.Também nesta quinta-feira, o Ministério da Inteligência do Irã e a Guarda Revolucionária Islâmica afirmaram ter destruído “uma parte significativa das posições e instalações desses mercenários” e disseram que foram infligidas pesadas perdas a eles — provavelmente em referência a grupos curdos baseados no Iraque. O ministério iraniano também afirmou que estava atuando em cooperação com curdos no Irã e monitorando as áreas de fronteira do país.Análise: Defesa da Otan entra em ação na guerra pela 1ª vez | ESPECIAL GUERRAGrupos armados curdos iranianos contam com milhares de combatentes atuando ao longo da fronteira entre Iraque e Irã, principalmente na região do Curdistão iraquiano. Desde o início da guerra, vários desses grupos divulgaram declarações públicas insinuando ações iminentes e pedindo que forças militares iranianas desertem.Enquanto isso, vários partidos curdos do Iraque negaram qualquer envolvimento na guerra contra o Irã.O que está acontecendo no Oriente Médio?Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.Veja grupos que compõem oposição ao regime do Irã