O Bradesco BBI manteve a recomendação outperform (equivalente à compra) para os papéis da Moura Dubeux (MDNE3) e elevou o preço-alvo das ações para R$ 47, contra R$ 40 anteriormente, para o final de 2026.O novo valor representa um potencial (upside) de aproximadamente 50% frente à cotação atual, de R$ 31,73.Por volta das 12h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (4), a construtora subia 3% na bolsa de valores, acumulando alta de 38% no ano. Acompanhe o tempo real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "MDNE3", "MDNE3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "2ef52e8"} ); R$ 500 milhões “em caixa”A atualização do Bradesco BBI ocorre após a Moura Dubeux levantar, no final de janeiro, quase R$ 500 milhões em uma oferta pública de ações (follow-on).Em relatório, os analistas Bruno Mendonça, Pedro Lobato e Herman Lee destacam que o aumento de capital dobrou a liquidez dos papéis, com o volume médio diário de negociações subindo para R$ 40 milhões, ante R$ 10 milhões um ano antes, o que deve ampliar a visibilidade da empresa entre investidores nacionais e estrangeiros.Além disso, de acordo com o trio, os recursos serão usados para fortalecer o balanço, acelerar lançamentos da marca Única, que é voltada ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), e ainda distribuir dividendos maiores. Expansão no MCMVNo caso da Única, o BBI entende que a expansão da unidade focada na baixa renda deve se tornar um dos principais motores de crescimento da Moura Dubeux nos próximos anos.Isso porque a construtora já possui aproximadamente R$ 2 bilhões em projetos (pipeline) e ainda conta com uma joint venture (parceria) com a Direcional (DIRR3) para desenvolver parte desses empreendimentos.Os analistas projetam lançamentos de R$ 1,5 bilhão em 2027 no segmento, contra R$ 500 milhões em 2026 e R$ 350 milhões em 2025.Na visão da casa, a nova dedicação da incorporadora ao setor econômico é considerada benéfica, ao passo que o modelo tradicional da companhia no médio e alto padrão continua apresentando demanda sólida.A projeção do banco é que a Moura Dubeux alcance cerca de R$ 5 bilhões em lançamentos totais anuais a partir de 2027.Já a estimativa de lucro líquido é de cerca de R$ 605 milhões para este ano e R$ 648 milhões para o que vem.RiscosAinda segundo o BBI, entre os riscos apontados para o crescimento da empresa estão a oscilação na demanda por condomínios e custos de construção, além da escassez de mão de obra qualificada.“O principal risco para o caso de investimento se relaciona atualmente com a expansão da companhia no MCMV, dado que não é simples para uma construtora de médio e alto padrão aumentar significativamente sua participação nesse segmento”, escreveram os analistas.“Apesar disso, vimos a Moura Dubeux como análoga à Cyrela em São Paulo e no Rio de Janeiro, ambas dominantes no setor de rendimento médio e alto em seus mercados principais, o que proporciona vantagens competitivas, especialmente na aquisição de terrenos e na força de vendas”, continuaram.Moura Dubeux: Dividendos à vistaO relatório também destaca a expectativa de aumento na distribuição de rendimentos pela companhia, com um dividend yield esperado de 6% a 7% para este ano.Já para 2027, a estimativa é de que os proventos se mantenham ou até aumentem levemente, acompanhando a alta do lucro líquido.O BBI ressalta ainda que a Moura Dubeux negocia atualmente a múltiplos abaixo da média de seus pares, com P/L de 5,3 vezes.