Os índices europeus terminaram a sessão desta quarta-feira (4) em forte alta, em recuperação das perdas recentes, com os investidores monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 1,37%, aos 612,71 pontos.Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, subiu 1,74%, aos 24.205,36 pontos; o FTSE 100, de Londres, teve alta de 0,80%, aos 10.567,65 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com ganho de 0,79%, aos 8.167,73 pontos.O índice espanhol IBEX 35 encerrou o pregão com alta de 2,49%, aos 17.487,00 pontos, apesar das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.O que movimentou os mercados europeus hoje?A informação publicada pelo The New York Times de que agentes do Ministério da Inteligência do Irã entraram em contato indiretamente com a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) alimentou o apetite por risco.Contudo, a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim disse que a notícia era “uma mentira absoluta”, citando uma fonte do Ministério da Inteligência iraniano. A afirmação, porém, arrefeceu os ânimos dos investidores, mas não o suficiente para os índices voltarem ao território negativo.Além disso, diante de incertezas geopolíticas, algumas nações do norte da Europa concordaram em se preparar para possíveis retiradas transfronteiriças de civis em caso de crise ou conflito militar na região.Alemanha e Polônia, juntamente com outros membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), como Estônia, Letônia, Lituânia, Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia e Dinamarca, intensificaram seus planos nos últimos anos para um possível conflito armado futuro com a Rússia.“A experiência da Ucrânia mostrou que os movimentos temporários da população permitem a defesa contínua do país, ao mesmo tempo que protegem os civis”, afirmou o Ministério da Defesa da Suécia em um comunicado anunciando o acordo do norte da Europa.Em segundo plano, os investidores também acompanharam novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Espanha.Ontem (3), o líder norte-americano anunciou o fim das relações comerciais com o país, devido à posição de Madrid sobre o conflito e à recusa em permitir que aeronaves dos EUA usassem bases navais e aéreas operadas conjuntamente no sul da Espanha para a ofensiva contra Teerã.Já hoje (4), o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reiterou sua oposição ao ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irã, alertando que o conflito corre o risco de desencadear um grande desastre global.“Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo, nem contrário aos nossos valores e interesses, simplesmente para evitar represálias de alguém”, disse Sánchez em um discurso televisionado à nação. “É assim que começam os grandes desastres da humanidade. Não se pode jogar roleta russa com o destino de milhões de pessoas”, acrescentou.*Com informações de CNBC, Estadão Conteúdo e Reuters