Congresso aprova acordo Mercosul-UE: quais os próximos passos?

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O Congresso Nacional foi o terceiro parlamento do Mercosul a aprovar o acordo de livre comércio do bloco com a UE (União Europeia). Nesta quarta-feira (4), o Senado aprovou o tratado, que já segue para promulgação.O texto já havia passado pela Câmara dos Deputados na semana passada.Com isso, entre o Mercosul, falta apenas o aval do Legislativo paraguaio. O Senado do país aprovou a medida também nesta quarta, faltando o aval da Câmara dos Deputados.O tratado já havia sido ratificado anteriormente no Uruguai e na Argentina. Leia Mais São Paulo busca investimentos de R$ 15 bilhões em projetos de turismo Governo do RS adia leilão bilionário de rodovias para maio Rússia pode interromper exportações de gás à Europa, diz Putin Quais os próximos passos para o acordo Mercosul-UE?Anunciado em dezembro de 2024, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a UE foi assinado em janeiro após 26 anos de negociação.Para entrar em vigor, o acordo precisa ser aprovado por todos os países-membros do bloco sulamericano e pelo Parlamento Europeu.Com a aprovação, o Legislativo brasileiro finaliza a etapa de análise do tratado e o texto segue para a ratificação do Executivo.Apesar de ainda não haver consenso sobre o tratado na Europa — onde há resistência ainda é forte —, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, anunciou que a UE iniciará a aplicação provisória das medidas com os países do Mercosul que já ratificaram o acordo.É importante entender que o acordo Mercosul-UE é "win-win" para os dois blocos | MORNING CALLPelo acordo, o Mercosul eliminará 91% das tarifas aplicadas sobre produtos da UE ao longo de 15 anos, o que cobre 85% do valor das importações brasileiras de produtos provenientes da União Europeia.Já os europeus eliminarão progressivamente, ao longo de 12 anos, 95% das taxas sobre exportações do Mercosul, equivalente a 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros.Com informações de Luciana Taddeo, da CNN Brasil, e da Agência BrasilO que deve ficar mais barato com o acordo entre Mercosul-UE