Os quatro jovens presos por suspeita de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na zona sul do Rio, passaram a noite em celas separadas do restante dos detentos. A informação foi divulgada pela Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária).Ainda de acordo com a Seap, não houve intercorrências durante o período e todos se alimentaram normalmente. O almoço servido foi composto por salada de repolho, almôndegas, cenoura cozida, arroz, feijão, fruta e suco.Dois dos acusados, João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Verissimo Zoel Martins, devem passar por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (5). Nessa etapa, a Justiça avalia a legalidade das prisões e decide se os investigados permanecerão presos ou se poderão responder ao processo em liberdade. Leia Mais Madrasta é condenada a 49 anos por envenenar enteados no Rio Estupro coletivo em Copacabana: entenda processo após prisões Três réus vão a júri por morte do advogado Rodrigo Crespo no RJ Entre os presos está Bruno Felipe dos Santos Allegretti, que se entregou nesta quarta-feira (4) na Delegacia de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Ele era o último adulto investigado considerado foragido no caso.Vitor Hugo Oliveira Simonin também se apresentou às autoridades no mesmo dia, horas antes, na 12ª DP (Copacabana).De acordo com a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), cinco pessoas foram responsabilizadas pelo caso: quatro maiores de idade e um adolescente. Para os adultos, a Justiça decretou prisão preventiva. Já o menor é investigado.O que dizem as defesasA defesa de Vitor Hugo afirmou à imprensa, na saída da delegacia, que o jovem nega participação no crime, embora admita que estava no apartamento onde o caso teria ocorrido. Segundo o advogado, o cliente não teve oportunidade de ser ouvido durante a investigação.O defensor também declarou que tomou conhecimento, nesta quarta-feira (4), de uma outra denúncia envolvendo o jovem, mas que ainda não teve acesso ao conteúdo do material.Em nota, o advogado de João Gabriel negou a acusação de estupro e informou que “confia que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia”.A defesa de Matheus não se manifestou. O jovem permaneceu em silêncio durante depoimento e, em seguida, foi encaminhado ao sistema penitenciário.A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Bruno Felipe dos Santos Allegretti.