FI-Infras avançam na B3 com renda de debêntures e projetos robustosOs FI-Infra vêm ganhando espaço na B3 como alternativa aos fundos imobiliários, ampliando o acesso do investidor a projetos de longo prazo em energia, rodovias, saneamento e logística. Com cerca de 20 fundos listados e patrimônio de alguns bilhões, segundo dados de CVM, bolsa e gestoras, o segmento combina renda recorrente com exposição a ativos regulados, por meio de debêntures incentivadas de infraestrutura.Esses veículos direcionam recursos majoritariamente para debêntures emitidas por companhias que financiam grandes empreendimentos. Em contrapartida, os cotistas recebem rendimentos periódicos, frequentemente mensais, sustentados por juros e correção monetária dos títulos. A estrutura se assemelha à de fundos de crédito, porém com foco em projetos essenciais à economia real, o que reforça a atratividade dos FI-Infra para perfis que buscam estabilidade.Captações volumosas têm sustentado o avanço do mercado. O AZIN11 concluiu a terceira emissão de cotas de R$ 328,9 milhões, conforme fato relevante de fevereiro de 2026, ilustrando o apetite do investidor. Na distribuição de proventos, BINC11 pagou R$ 1,35 por cota, CPTI11 distribuiu R$ 1,15, enquanto CDII11 e JURO11 remuneraram em R$ 1,14 e R$ 1,00 por cota, respectivamente.Projetos de grande escala compõem os portfólios. No segmento de energia, há ativos com 245 km e RAP próxima de R$ 119 milhões, além de conjuntos que superam 2.200 km e cerca de R$ 352 milhões de RAP anual. Outras transmissoras agregam receitas reguladas de R$ 45 milhões e aproximadamente R$ 24 milhões, destacando o porte e a previsibilidade das receitas.Diversificação é pilar da gestão. O CDII11 detém cerca de 178 ativos e o JURO11, aproximadamente 141 posições. O CPTI11 soma perto de 97 papéis, e o BDIF11 supera 70 títulos em carteira. Essa pulverização mitiga risco de crédito e suaviza impactos idiossincráticos, garantindo maior resiliência ao investidor de fundos imobiliários? Não: aqui, a lógica é similar, mas com foco em infraestrutura.Spreads sobre títulos públicos indexados ao IPCA revelam prêmio de risco dos FI-Infra frente às NTN-B, refletindo crédito corporativo e menor liquidez. Embora o segmento ainda movimente menos no mercado secundário do que os fundos imobiliários, seu crescimento indica espaço para expansão dos FI-Infra e consolidação da classe na B3.