Pedra no sapado: IA atrapalha planos dos EUA de reduzir déficit comercial

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já mostrou sua personalidade forte e inflexibilidade inúmeras vezes, mas nem mesmo ele consegue bater de frente com a inteligência artificial. Apesar das suas políticas para reduzir o déficit comercial no país, a exigência de importação tecnológica coloca os planos do mandatário em pausa.Para Trump, o déficit sempre foi uma grande fraqueza econômica dos EUA e por isso ele esteve disposto a mudar isso de maneira radical. Vale notar que o termo se refere ao processo de quando um país importa mais produtos do que efetivamente exporta, ou seja, quando a compra supera as vendas.Como a IA tem garantido números fortes para a Bolsa de Valores e é o grande investimento da década, os EUA não poderiam simplesmente cortar o número de importações, em especial o de tecnologia estrangeira. Para as companhias norte-americanas continuarem nessa toada, é preciso realizar a importação de chips e máquinas caras de outros países.Trump já se encontrou com líderes de tecnologia para colocar os EUA na frente da corrida por IAs (Imagem: GettyImages/Andrew Harnik)Isso faz com que as políticas de Trump entrem em uma questão difícil, afinal de contas o déficit comercial dos Estados Unidos subiu para perto de US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 6,3 trilhões na cotação atual) em 2025. Apesar do número alto, ele é apenas 2,1% maior do que em 2024, mas mesmo assim se tornou um problema para a administração Trump.A dependência de TaiwanUma das grandes questões enfrentadas nesse déficit tem relação com Taiwan, graças à TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), maior fabricante de semicondutores do mundo. A tecnologia que alimenta aceleradores da Nvidia e AMD vem de lá, então acaba por se tornar uma base para inúmeros produtos ao redor do globo.Somente para Taiwan, o déficit comercial dobrou e já bate US$ 146 bilhões (R$ 770 bilhões), acendendo um sinal vermelho;Um dos desejos dos EUA há tempos era diminuir sua dependência de Taiwan, mas a tarefa não é nada simples;A razão para isso, fora o déficit, é a proximidade da ilha com a China, que clama ser dona daquele território;Com uma eventual ocupação chinesa em Taiwan, os EUA perderiam seu principal fornecedor de chips e isso abriria terreno para uma crise global;Uma das armas usadas por Trump para reduzir esse déficit foi a instauração das tarifas recíprocas no início de 2025;Apesar de chacoalharem com a economia global, as tarifas não contemplam produtos como semicondutores e PCs graças à pressão da Nvidia e Apple.O grande desejo da administração Trump é que chips e eletrônicos sejam produzidos localmente nos Estados Unidos. No entanto, apesar de várias empresas terem se comprometido em investir bilhões no país, a construção de fábricas é um processo muito demorado que demora vários anos até atingirem a maturidade operacional.Você sabia que nos últimos dias os Estados Unidos registraram um domínio “Alien.gov” para arquivos sobre alienígenas após as promessas de Trump? Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber notícias como essa diretamente no seu e-mail.