O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (20) descartou um cessar-fogo no Irã. “Não quero um cessar-fogo. Você não faz um cessar-fogo quando está literalmente aniquilando o adversário“, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.O conflito no Irã, iniciado no dia 28 de fevereiro, completou chegou ao 21ª dia nesta sexta-feira. A declaração de Trump, vem no mesmo dia em que a Casa Branca afirmou que os Estados Unidos podem “neutraliza” quando quiserem ilha iraniana de Kharg, no estreito de Ormuz, “se o presidente der a ordem”.O conflito, até então aéreo, pode escalar para um ataque terrestre nos próximos dias, visto que os Estados Unidos vão enviar tropas adicionais, pertencentes ao corpo de Fuzileiros Navais.Se os norte-americanos acreditam que estão em vantagem na guerra, o Irã não fica para trás. O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em uma mensagem escrita para marcar o Nowruz, o Ano Novo persa, declarou que o “inimigo foi derrotado”.“Neste momento, graças à unidade especial que foi forjada entre vocês, nossos compatriotas, apesar de todas as diferenças de origem religiosa, intelectual, cultural e política, o inimigo foi derrotado”, declarou. Em sua mensagem, o líder supremo também negou que as forças armadas iranianas ou seus aliados na região tenham atacado Turquia e Omã.Mojtaba Khamenei ainda não foi visto em público desde que sucedeu seu pai, Ali Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo no primeiro dia da guerra.Trump chama aliados de covarde No mesmo dia em que descartou um cessar-fogo no Irã, o Trump também alfinetou os aliados, chamando-os de “covardes”. “COVARDES, E NÓS LEMBRAREMOS!”, publicou em sua plataforma Truth Social. A declaração foi após os aliados não quererem se envolver militarmente para controlar a rota marítima do Estreito de Ormuz.Entretanto, após a fala de Trump, o Reino Unido autorizou os Estados Unidos a utilizar bases britânicas para atacar instalações iranianas no Estreito de Ormuz, como parte de suas “operações defensivas” contra o Irã, informou Downing Street nesta sexta-feira (20).Segundo um porta-voz, vários ministros se reuniram nesta sexta-feira e “confirmaram que o acordo que autoriza os Estados Unidos a utilizar bases britânicas no âmbito da legítima defesa coletiva da região inclui operações defensivas americanas destinadas a neutralizar os locais e as capacidades de mísseis utilizados para atacar navios no Estreito de Ormuz”.Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, Londres autorizou os Estados Unidos a usar duas bases britânicas para realizar “operações defensivas” contra o Irã e enviou meios aéreos para apoiar seus aliados na região diante dos ataques de drones iranianos. Leia também Popularidade de Trump oscila na Flórida e acende alerta em reduto estratégico 'Vocês nos avisaram sobre Pearl Harbor?', diz Trump após ser questionado por repórter japonês *Com informações da AFP