A Polícia Civil prendeu uma mulher nesta sexta-feira (20), no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo, por envolvimento em uma rede de exploração sexual infantil. A ação faz parte da terceira fase da operação “Apertem os Cintos”.De acordo com a investigação, a mulher recrutava outras pessoas para o grupo e fornecia imagens e vídeos de crianças da própria família. Até o momento, a polícia identificou dez vítimas no esquema, sendo nove menores de idade e uma adulta.A operação teve início após uma investigação iniciada em outubro do ano passado. Na primeira fase, ocorrida em fevereiro deste ano, um piloto de avião foi preso no Aeroporto de Congonhas. Ele é suspeito de pagar para abusar de crianças e receber materiais das vítimas. Na ocasião, a polícia identificou que mães e avós das crianças ajudavam o piloto e recebiam dinheiro em troca.Na segunda fase, realizada na semana passada no Espírito Santo, outra mulher foi presa. Nessa etapa, os policiais localizaram mais duas vítimas, entre elas uma criança de três anos.Com a prisão realizada nesta sexta-feira, o número de detidos chega a seis, sendo cinco mulheres e um homem. A Polícia Civil informou que analisa agora objetos apreendidos e realiza interrogatórios para finalizar o inquérito.Piloto preso em CongonhasO piloto preso no Aeroporto de Congonhas é o líder da rede de exploração sexual de menores, segundo afirmou a polícia de São Paulo. “Esta é uma investigação que começou há três meses e tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração e de pornografia infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela já está com 12 anos”, contou a delegada Ivalda Aleixo no dia 9 de fevereiro.“Quando ele tinha contato físico com essas crianças, ele as estuprava. Uma delas está toda machucada. Ele bateu nela semana passada, em um motel”, revelou a delegada.Para conseguir ter acesso às meninas, o criminoso usava diversos tipos de abordagem e uma delas era entrar em contato direto com as mães e avós das vítimas. Ele afirmava para essas pessoas que gostava de crianças especificamente, embora pudesse se relacionar com as mulheres para chegar às menores. Quando recebia fotos e vídeos de suas futuras vítimas, ele fazia pagamentos às responsáveis de R$ 30, R$ 50 e R$ 100. Ele também comprava medicamentos para a família, pagava aluguéis e chegou a comprar um aparelho de TV.A polícia informou que o suspeito foi preso dentro do avião no Aeroporto de Congonhas porque foi a maneira mais rápida de saber onde ele estaria. Devido à rotina de piloto, havia dificuldade de encontrá-lo em sua casa, que fica na cidade de Guararema, na Grande São Paulo. “Optamos por pedir a escala dele para a empresa e aí identificamos que faria um voo hoje. Ele já estava lá, dentro do avião”.O homem afirmou à delegada que é casado pela segunda vez e tem filhos de seu primeiro casamento. A atual esposa, uma psicóloga, foi até a delegacia onde está o homem e se mostrou horrorizada. Segundo a delegada Ivalda, ela não tinha conhecimento das práticas criminosas do marido.*Com informações da Agência Brasil Leia também Governo reforça medidas contra preços abusivos de combustíveis e impõe multa de até 500 milhões Zema oficializa renúncia ao governo de MG e encaminha pré-candidatura à Presidência