Cuba se prepara para possível ataque dos EUA com ameaças de Trump, diz vice-chanceler

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Em entrevista à NBC, alto funcionário cubano afirmou que o país está se preparando para um possível ataque militar, enquanto o presidente Donald Trump aumenta a pressão econômica sobre o governo em Havana e sugere que Cuba pode ser o próximo alvo dos EUA, depois da Venezuela e do Irã.“Nossas forças armadas estão sempre preparadas”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossio, em entrevista que foi ao ar no domingo no programa Meet the Press, da NBC. “E, de fato, estão se preparando nestes dias para a possibilidade de uma agressão militar. Seríamos ingênuos se, considerando o que está acontecendo no mundo, não fizéssemos isso. Mas esperamos sinceramente que isso não ocorra.”De Cossio se recusou a especificar os preparativos militares. Seus comentários estão em consonância com a postura desafiadora de Cuba, enquanto Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, intensificam a retórica contra a liderança comunista.Desde que confirmou as negociações com os EUA, o governo cubano libertou um pequeno número de presos políticos e ofereceu-se para abrir sua economia a investimentos de cubanos que vivem no exterior. Rubio criticou essas ofertas na semana passada, considerando-as “pouco ambiciosas”.Leia tambémCuba alerta população sobre novo apagão, o quarto em grande escala em 4 mesesNa semana passada, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel disse que a ilha não recebeu envios de petróleo por mais de três meses e que vem operando com energia solar, gás natural e termelétricaDe Cossio afirmou que, embora Cuba “esteja aberta para negócios”, mudanças políticas ditadas pelos EUA e discussões sobre os presos nas cadeias cubanas estão fora de questão.“A natureza do governo cubano, a estrutura do governo cubano e os membros do governo cubano não fazem parte da negociação”, disse ele à NBC.As sanções americanas contra a economia cubana se intensificaram sob o governo Trump e agora incluem um bloqueio de fato ao fornecimento de combustível, deixando a ilha com escassez de fontes de energia, suprimentos e financiamento. Um apagão nacional atingiu Cuba na semana passada, pelo menos o sexto em cerca de um ano. A ilha registrou outro apagão total no sábado.“É muito grave”, disse de Cossio sobre a escassez de combustível, acrescentando que espera que “este boicote imposto pelos Estados Unidos não dure e não possa ser sustentado para sempre”.Cuba “não está em colapso”, disse ele. “Estamos sendo o mais criativos possível.”No início deste mês, Trump disse que Cuba ” vai cair muito em breve ” e que seus líderes “querem muito chegar a um acordo”. Mais tarde, no mesmo mês, Trump disse a repórteres que teria a “honra” de anexar Cuba, afirmando: “Acho que poderia fazer o que quisesse com ela”. Esses comentários vieram poucos dias depois de o presidente cubano, Miguel Díaz-Canal, reconhecer que os líderes cubanos estavam em negociações com os líderes americanos para chegar a um acordo e evitar um conflito militar.No sábado, em resposta aos comentários de Trump sobre ter a “honra” de assumir o controle de Cuba, Fernández de Cossío disse: “Não sabemos do que eles estão falando. Mas posso afirmar o seguinte: Cuba é um país soberano e tem o direito de ser um país soberano.”(com Bloomberg)The post Cuba se prepara para possível ataque dos EUA com ameaças de Trump, diz vice-chanceler appeared first on InfoMoney.