Polícia do Rio desarticula quadrilha que usava criptomoedas para financiar fabricação de armas em 3D

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Uma ação integrada das forças de segurança desmantelou, no dia 12 de março, uma rede criminosa que unia tecnologia de ponta e poder de fogo. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério Público, deflagrou a Operação Shadowgun para combater a produção e comercialização de armas e carregadores feitos em impressoras 3D.O esquema chamou a atenção das autoridades pelo nível de sofisticação digital e financeira.Durante as investigações, a polícia identificou o uso massivo de criptomoedas para incentivar, financiar e ocultar o fluxo de dinheiro usado na produção das chamadas “armas fantasmas”.Esse tipo de armamento é montado com peças de fácil acesso e não possui numeração, o que zera a sua rastreabilidade.Alerta internacional e prisões de quatro pessoasA caçada cibernética teve início a partir de um alerta emitido por um órgão internacional. A informação foi repassada ao Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça, que passou a rastrear a oferta ilegal dos armamentos de plástico ultrarresistente nas redes sociais.A ofensiva policial resultou na prisão de quatro suspeitos no estado de São Paulo. A organização criminosa operava de forma altamente estruturada e tinha como mentor principal um engenheiro, responsável por coordenar todo o desenvolvimento e impressão do material bélico. O nome dos suspeitos não foram revelados pelas autoridades.Os outros três membros da quadrilha detidos possuíam funções muito bem delimitadas no esquema.Um deles era encarregado do suporte técnico direto das impressões. O segundo criminoso atuava como divulgador, analista e “articulador ideológico” do movimento armamentista caseiro.O último preso era o responsável pelo marketing, cuidando da propaganda e da identidade visual do grupo na internet.Clientes do tráfico e abrangência nacionalConduzida de forma conjunta pela 32ª DP (Taquara) e pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos (CyberGaeco/MPRJ), a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a vendedores e compradores em São Paulo, Rio de Janeiro e em outros nove estados brasileiros.O mapeamento da polícia descobriu que, apenas entre os anos de 2021 e 2022, o grupo realizou ao menos 79 negociações concretas de armas fantasmas.No Rio de Janeiro, os investigadores rastrearam cerca de dez compradores distribuídos pela capital e por municípios como São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia e Armação dos Búzios.O cruzamento de dados revelou um padrão perigoso no perfil da clientela, com a esmagadora maioria dos compradores dessas armas tecnológicas possui ficha criminal pesada, com ligações diretas ao tráfico de drogas e outros crimes graves.Fonte: Polícia do Rio desarticula quadrilha que usava criptomoedas para financiar fabricação de armas em 3DVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.