A equipe econômica tem mantido reuniões técnicas com as secretarias de Fazenda dos estados para chegar a um consenso acerca de uma medida que reduza o impacto da volatilidade do petróleo no diesel. Caso os governadores não reduzam o ICMS do combustível importado, a subvenção do combustível pelos estados é vista como uma “boa alternativa” pelo governo, segundo apurou o CNN Money.A subvenção em análise seria economicamente semelhante a da medida provisória publicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 12 de março. No âmbito federal, o governo pagará subsídios a produtores e importadores de diesel, que precisarão repassar o valor ao preço de bomba do diesel. Leia Mais Rio Grande do Sul já restringe serviços pela falta de diesel, diz federação Diesel importado terá impacto nos custos do Brasil, diz CEO da Vibra Alta dos combustíveis reacende debate sobre intervenção federal Com a subvenção federal, o governo estima uma redução de R$ 0,32 por litro de diesel. Outros R$ 0,32 em desconto por litro será resultado de PIS/Cofins zerados. Na última quarta-feira (18), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Na ocasião, a equipe econômica propôs aos estados que zerem a cobrança de ICMS sobre a importação de diesel como uma forma de mitigar a alta do preço do combustível.A estimativa é de que a medida deve promover um impacto fiscal de R$ 3 bilhões por mês aos cofres públicos estaduais. A União vai compensar 50% do montante renunciado.No entanto, os governadores resistem em aceitar à proposta. O ICMS é a principal fonte de arrecadação dos estados. Cerca de 20% do montante arrecadado pelo tributo vêm do setor de combustíveis. O próximo encontro do Confaz está marcado para o dia 27 de março, em São Paulo. Na ocasião, o governo espera uma resposta final dos governadores.Em sua primeira coletiva como ministro da Fazenda, Durigan afirmou na sexta-feira (20) que o governo tem uma série de medidas para evitar alta dos preços de combustíveis. Ao ser questionado sobre a rejeição da proposta original pelos governadores, ele classificou a possibilidade como uma “lástima”.“Não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida”, apontou.