A guerra no Oriente Médio chegou nesta segunda-feira (16) ao 17º dia, sem sinais de arrefecimento. Durante a noite e pela manhã, foram registradas explosões em Beirute, capital do Líbano, após ataques de Israel. O país também lançou uma rodada de bombardeios contra Teerã, capital do Irã.O Irã voltou a mirar países árabes do Golfo Pérsico. Nos Emirados Árabes Unidos, Dubai foi forçada a fechar temporariamente o aeroporto local depois que um drone iraniano atingiu um tanque de combustível perto do terminal. A Arábia Saudita informou ter abatido 35 drones lançados pelo Irã, e o Catar disse ter interceptado um ataque de mísseis e drones. Israel também afirmou estar sob ataque das forças iranianas.Leia tambémTrump pede para adiar viagem à China por cerca de um mês devido à guerra com o Irã“Solicitamos que o adiamento seja feito por cerca de um mês”, afirmouEUA permitem que Irã siga exportando petróleo, diz secretário do Tesouro“As embarcações iranianas já vinham conseguindo sair, e nós deixamos que isso aconteça para abastecer o restante do mundo”, afirmou Scott BessentAlém disso, uma explosão foi ouvida perto da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque, e um ataque de drone causou um incêndio em um campo de petróleo e gás em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.A Guarda Revolucionária do Irã emitiu um novo alerta aos proprietários de indústrias ligadas aos EUA na região, afirmando que essas fábricas seriam atacadas “nas próximas horas”. O comunicado também pedia que moradores das áreas ao redor deixassem os locais.Números da guerraO número de deslocados no Líbano chega a 1 milhão, segundo autoridades do país;Trump disse que os EUA atingiram sete mil alvos no Irã.Conversas para encerrar a guerraUma reportagem do site americano Axios aponta que um canal de comunicação direta entre o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, foi reativado nos últimos dias. Oficialmente, Trump voltou a dizer que a guerra acabará em breve.Araghchi, porém, afirmou que seu último contato com Witkoff aconteceu antes de os EUA começarem a atacar o país. Ele disse que o Irã não solicitou um cessar-fogo e defendeu que qualquer fim para a guerra com Israel e EUA precisa ser definitivo.Trump fala sobre liderança do Irã e IsraelO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua falando sobre o conflito. Nesta segunda, ele afirmou acreditar que o governo iraniano quer fazer um acordo, mas disse que não está claro quem, de fato, fala pelo regime: “Não conhecemos seus líderes”.Sobre a liderança iraniana, Trump declarou ainda não saber se o novo líder supremo do país, Motjaba Khamenei, está vivo ou não. Na semana passada, o presidente americano havia dito acreditar que ele está vivo, porém ferido.Trump também defendeu seu aliado, ao dizer que Israel nunca atacaria o Irã usando armas nucleares. Ele foi questionado sobre o tema após um de seus conselheiros, David Sacks, levantar essa possibilidade durante uma entrevista.Estreito de OrmuzNesta segunda, Trump abordou também a questão do Estreito de Ormuz, que está sendo bloqueado pelo Irã, impedindo a passagem de produtos essenciais, sobretudo petróleo. No domingo, o presidente afirmou que os EUA estão conversando com sete países sobre a organização de uma escolta para embarcações, mas disse que não podia revelar quais são. O presidente da França, Emmanuel Macron, tem sido uma das vozes mais ativas sobre o tema e voltou a pedir nesta segunda que o Irã libere a passagem.Trump envolveu a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na discussão, advertindo que a aliança terá um “futuro muito ruim” se Washington não receber ajuda nos esforços no Golfo. A ameaça vem após países europeus resistirem ao pedido de apoio para liberar o estreito. O americano havia pedido que Reino Unido, China, França, Japão, Coreia do Sul e outros países enviassem navios para a rota bloqueada.Apesar do tom mais favorável de Macron — a França é membro da Otan —, o chefe da aliança, Mark Rutte, apoiou diversas vezes as ações militares de EUA e Israel, mas disse que a organização não se envolveria diretamente.Por sua vez, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que apenas “inimigos e aqueles que apoiam sua agressão” estão proibidos de passar pelo local. Um porta-voz do ministério acrescentou que países que não fazem parte da guerra podem trafegar pelo estreito com coordenação e permissão das Forças Armadas iranianas.The post EUA x Irã: confira o que marcou o 17º dia de guerra no Oriente Médio appeared first on InfoMoney.