Bolsonaro tem melhora, mas segue sem previsão de alta da UTI

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém processo de melhora na saúde, mas segue sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), informou boletim médico divulgado nesta terça-feira (17) pelo Hospital DF Star, em Brasília (DF).Segundo o documento, Bolsonaro foi transferido na segunda-feira (16), para uma nova acomodação em terapia intensiva, “mais adequada para o quadro clínico atual”.“Bolsonaro manteve melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com nova queda nos marcadores inflamatórios. Segue em tratamento com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento”, diz o boletim.Jair Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de novembro do ano passado. Em 15 de janeiro, foi transferido para a Papudinha, onde segue cumprindo pena pelo crime de tentativa de golpe de Estado, entre outros. Desta vez, o ex-presidente foi hospitalizado na última sexta-feira (13) após registrar febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.A defesa de Bolsonaro entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. Os advogados de Bolsonaro pedem que o ministro Alexandre de Moraes reconsidere decisão anterior que rejeitou a prisão domiciliar para o ex-presidente.A defesa alega que a internação de Bolsonaro é de “extrema gravidade“.“A gravidade e a rápida evolução do quadro clínico foram igualmente evidenciadas pelo exame de imagem realizado no contexto da internação, o qual não apenas confirmou o diagnóstico inicial, como também revelou progressão significativa das alterações pulmonares em curto intervalo de tempo”, diz a defesa.Segundo os advogados, a fragilidade clínica relevante de Bolsonaro e os relatórios médicos evidenciam “a possibilidade de recorrências de episódios” como o que causou a internação do ex-presidente na semana passada.“A permanência do peticionário no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”, diz a petição.