Inteligência artificial está a mudar o trabalho e há sete formas de não ficar para trás

Wait 5 sec.

Segundo o World Economic Forum, cerca de 44% das competências dos trabalhadores deverão sofrer alterações até 2027, um indicador que ajuda a medir a velocidade da transformação em curso e a pressão crescente sobre empresas e trabalhadores.Ao mesmo tempo, a procura por competências ligadas à inteligência artificial acelera a um ritmo significativo: dados do LinkedIn indicam que a literacia em IA está entre as áreas com maior crescimento a nível global, refletindo a integração cada vez mais profunda destas ferramentas no quotidiano das organizações e na forma como o trabalho é executado.Perante este contexto, a Gi Group Holding, através da sua marca tecnológica Qibit, defende que compreender o funcionamento e o impacto da inteligência artificial passa a ser uma condição de relevância profissional. A adaptação, que dependia essencilamente de conhecimentos técnicos, apela agora à capacidade de interpretar mudanças e de integrar novas ferramentas no dia a dia.Sete caminhos para reforçar competências em IACom o objetivo de ajudar profissionais a navegar esta transição, a empresa reuniu um conjunto de recomendações que apontam para uma abordagem prática e progressiva à literacia em inteligência artificial.Começar pelos fundamentos surge como o primeiro passo essencial: compreender conceitos como inteligência artificial, machine learning ou automação permite perceber o alcance da tecnologia e identificar onde esta já está a influenciar processos e decisões.A utilização prática destas ferramentas é outro eixo central. Plataformas de inteligência artificial generativa estão a tornar-se cada vez mais comuns em tarefas quotidianas, desde a análise de informação à organização de ideias ou produção de conteúdos, funcionando como ponto de entrada acessível para quem quer ganhar familiaridade com a tecnologia.A formação continua surge, por sua vez, como um elemento estruturante. Cursos online, certificações e programas de curta duração permitem desenvolver competências técnicas específicas, acompanhando a evolução rápida das ferramentas e das exigências do mercado.A literacia de dados ganha também destaque, numa altura em que a capacidade de interpretar informação e trabalhar com dados se torna transversal a múltiplas funções, incluindo aquelas que, até há poucos anos, não exigiam este tipo de competências.A par disso, acompanhar tendências tecnológicas — através de relatórios internacionais, especialistas e publicações da área — é visto como uma forma de antecipar mudanças e preparar decisões de carreira de forma mais informada.Outro dos pontos sublinhados passa pela adaptação das competências ao novo contexto profissional. À medida que tarefas repetitivas são automatizadas, cresce a importância de funções ligadas à análise, à tomada de decisão e à gestão de processos, áreas onde o fator humano mantém um papel central.Por fim, a dimensão humana assume-se como um diferencial cada vez mais relevante. Competências como pensamento crítico, criatividade, comunicação e inteligência emocional tornam-se decisivas num ambiente onde a tecnologia executa, mas não substitui a capacidade de interpretar, contextualizar e decidir.Mais do que tecnologia, uma mudança de paradigmaPara Mariana Delgado, responsável da Qibit em Portugal, «a integração da inteligência artificial no mundo do trabalho não é apenas uma questão tecnológica, mas também humana. As empresas e os profissionais têm de aprender a utilizar estas ferramentas para aumentar a eficiência, sem perder de vista competências como adaptabilidade, pensamento crítico e inteligência emocional, que serão cada vez mais determinantes nesta transformação», conclui.Num mercado em mutação acelerada, a literacia em inteligência artificial deixa assim de ser uma especialização reservada a perfis técnicos para se afirmar como uma competência transversal — uma linguagem comum num mundo de trabalho cada vez mais mediado por algoritmos.O conteúdo Inteligência artificial está a mudar o trabalho e há sete formas de não ficar para trás aparece primeiro em Revista Líder.