Estendendo-se por mais de 965 quilômetros do Canadá à Califórnia, a Zona de Subducção de Cascadia, que marca a convergência das placas Juan de Fuca e Norte-Americana, revelou variabilidades que podem afetar a forma como os terremotos se propagam.Enquanto outras zonas de subducção produzem tremores esporádicos à medida que as placas deslizam umas sobre as outras, Cascadia apresenta muito pouca atividade sísmica, alimentando a hipótese de que as placas estão travadas umas às outras por atrito.Por ser difícil de observar, a maior parte da coleta de dados em testes é feita em terra firme, o que limita o alcance e a qualidade dos resultados. A ausência de terremotos complica ainda mais os esforços para compreender seu comportamento e estrutura. Leia Mais "Fique ligado ", diz assessoria de Trump sobre alien.gov e teorias Cientistas sul-africanos detectam "megalaser cósmico" recordista no espaço Impressionante "planeta derretido" é descoberto por astrônomos Em um novo estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Washington, relata que as placas tectônicas podem não estar totalmente travadas.Com base em 13 anos de dados de movimento do solo coletados por sensores em diferentes regiões, o estudo mostra que a porção norte da falha está travada e inativa, mas a região central parece ser mais ativa.Os pesquisadores observaram sinais de um terremoto raso e de movimento lento e detectaram pulsos de fluido fluindo por canais subterrâneos, o que pode aliviar a pressão da falha.Veja dinossauros e descobertas arqueológicas de 2026 Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 1 de 30 Descobertas 2026 (1) - Nova pesquisa aponta que Tyrannosaurus rex (T.rex) leva cerca de 35 anos para atingir o tamanho máximo, com até oito toneladas • ROGER HARRIS/SPL - Getty Images Trocar imagemTrocar imagem 2 de 30 Descobertas 2026 (2) - Através de restos no intestino de um filhote de lobo siberiano, de 14 mil anos, cientistas encontraram vestígios de uma "refeição" que permitiram sequenciar o genoma do rinoceronte-lanudo, da era glacial • Mietje Germonpré Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 30 Descobertas 2026 (3) - Cerâmica Halafiana de uma escavação em Arpachiyah, Iraque. Imagens de plantas pintadas em cerâmica feitas há até 8.000 anos podem ser o exemplo mais antigo do pensamento matemático humano • Yosef Garfinkel Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 30 Descobertas 2026 (4) - Cientistas analisam múmia de guepardo com cerca de 2 mil anos que foi encontrada em cavernas no norte da Arábia Saudita. A descoberta permitiu coletar o DNA do animal • Communications Earth and Environment/Ahamed Boug/Divulgação Trocar imagemTrocar imagem 5 de 30 Descobertas 2026 (5) - Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências Sociais encontraram fossas de 3.000 anos com restos mortais de grandes felinos, que sugerem a existência de um "zoológico" antigo na China • Chinese Academy of Social Sciences Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 6 de 30 Descobertas 2026 (6) - O contorno de uma mão feita com pigmento vermelho na parede de uma caverna na Indonésia, há pelo menos 67.800 anos, pode ser a arte rupestre mais antiga do mundo, segundo um novo estudo Universidade Griffith. • Maxime Aubert/Griffith University Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 7 de 30 Descobertas 2026 (7) - Estudo arqueológico em obras antigas mostra práticas incomuns de tratamento durante a Renascença: uma delas era esfregar fezes humanas na cabeça para tentar reverter a calvície • Instituto de Pesquisa e Biblioteca John Rylands/Universidade de Manchester Trocar imagemTrocar imagem 8 de 30 Descobertas 2026 (8) - Piscinas monumentais, um santuário possivelmente dedicado ao culto de Hércules e dois túmulos da época republicana foram descobertos durante escavações arqueológicas preventivas em Roma. • Superintendência Especial do Ministério da Cultura de Roma Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 9 de 30 Descobertas 2026 (9) - A zooarqueóloga do Museu Arqueológico Nacional da Academia Búlgara de Ciências, Stella Nikolova, encontrou dezenas de esqueletos de cães com marcas de cortes na Bulgária. A descoberta releva que pessoas comiam carne canina há 2,5 mil anos • Stella Nikolova / BNSF Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 10 de 30 Descobertas 2026 (10) - Pesquisadores descobriram em uma pedreira no sul da China, uma coleção de fósseis com cerca de 512 milhões de anos. A descoberta contém 153 espécies, de 16 grupos diferentes, pelo menos 59% dos novos animais são de origem desconhecidas e, não eram catalogados por seres humanos até o momento • Han Zeng Trocar imagemTrocar imagem 11 de 30 Descobertas 2026 (11) - Um grupo de paleontólogos da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) publicou um estudo sobre a descoberta de uma nova espécie réptil a partir de um fóssil de 240 milhões de anos. O fóssil de crânio de apenas 9,5 milímetros, encontrado no município de Novo Cabrais, interior do RS, revelou uma nova espécie de pararéptil. Os paleontólogos a nomearam de Sauropia macrorhinus • Ilustração de Caetano Soares/UFM Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 12 de 30 Descobertas 2026 (12) - Uma nova espécie de anfíbio do Período Jurássico — que recebeu o nome científico Nabia civiscientrix — foi identificada na região da Lourinhã, em Portugal. Os pequenos fósseis foram descobertos em uma investigação do paleontólogo Alexandre Guillaume. O estudo foi publicado no Journal of Systematic Palaeontology. • Ilustração de Eva Carret Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 13 de 30 Descobertas 2026 (13) - Arqueólogos descobriram uma tumba zapoteca de 1.400 anos no sul do México, adornada com entalhes complexos, que foi considerada "a descoberta arqueológica mais significativa da última década". Acredita-se que uma escultura da cabeça de um homem dentro do bico de uma coruja represente o indivíduo sepultado no túmulo • Divulgação / Luis Gerardo Peña Torres INAH Trocar imagemTrocar imagem 14 de 30 Descobertas 2026 (14) - Pesquisadores encontraram o esqueleto de uma pessoa da Idade da Pedra enterrada há 12.000 anos em uma caverna na Itália. Segundo o estudo, o esqueleto era de uma adolescente com uma forma rara de nanismo. • Adrian Daly Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 15 de 30 Descobertas 2026 (15) - Arqueólogos que trabalhavam perto de Cambridge, na Inglaterra, descobriram uma vala cheia de esqueletos, com cerca de 1.200 anos, que revelam mortes de forma violenta • David Matzliach/Unidade Arqueológica de Cambridge Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 16 de 30 Descobertas 2026 (16) - Um dinossauro minúsculo e herbívoro descoberto no norte da Espanha pode mudar a compreensão dos cientistas sobre a evolução dos dinossauros que se alimentavam de plantas. A nova espécie — batizada de Foskeia pelendonum — viveu há cerca de 120 milhões de anos, durante o início do Cretáceo, e media pouco mais de meio metro de comprimento • Martina Charnell Trocar imagemTrocar imagem 17 de 30 Descobertas 2026 (17) - Pesquisadores na Turquia descobriram evidências físicas de que os romanos utilizavam fezes humanas em tratamentos médicos, de acordo com um estudo publicado no Journal of Archaeological Science: Reports. • Cenker Atila Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 18 de 30 Descobertas 2026 (18) - Cientistas desenterraram, na província canadense da Nova Escócia, o crânio de uma criatura que viveu há cerca de 307 milhões de anos. O animal é considerado um dos vertebrados terrestres herbívoros mais antigos já conhecidos e representa um momento crucial na evolução da vida animal em terra firme. A criatura, chamada Tyrannoroter heberti, possuía um crânio de formato levemente triangular • Reprodução/Field Museum Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 19 de 30 Descobertas 2026 (19) - Escavações revelaram a existência de um cemitério destinado para abrigar indigentes em Le Mans, no noroeste da França. A descoberta foi feita após análise de um mapa da cidade datado de 1736 • Inrap Trocar imagemTrocar imagem 20 de 30 Descobertas 2026 (20) - Reconstrução artística de um Haolong dongi juvenil do Cretáceo Inferior da China. Cientistas identificaram uma nova espécie de dinossauro que apresenta características nunca antes documentadas. O fóssil, datado de aproximadamente 125 milhões de anos, pertence a um iguanodontiano juvenil excepcionalmente preservado, incluindo partes da pele • Fabio Manucci Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 21 de 30 Descobertas 2026 (21) - Arqueólogos na Espanha descobriram um osso de elefante de 2.200 anos atrás e acreditam que ele pertencia a um animal que serviu como "máquina de guerra" em um exército enviado para invadir a República Romana . • Agustín Lopez Jimenez Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 22 de 30 Descobertas 2026 (22) - Um pequeno objeto chamado estatueta Adorante, descoberto em uma caverna na Alemanha em 1979 e produzido há cerca de 40 mil anos por alguns dos primeiros povos a estabelecer uma cultura distinta na Europa, apresenta sequências intrigantes de entalhes e pontos. Numerosos outros objetos produzidos por essa mesma cultura exibem marcas semelhantes. • Foto: Landesmuseum Wuerttemberg/Hendrik Zwietasch/Divulgação via REUTERS Trocar imagemTrocar imagem 23 de 30 Descobertas 2026 (23) - Na imensidão branca do Vale de Taylor, na Antártica Oriental, uma imagem parece ter saído de um filme de ficção científica: um líquido vermelho escuro e espesso escorre pela face imaculada da Geleira Taylor, caindo em direção ao Lago Bonney. Conhecido como "Cachoeiras de Sangue", esse fenômeno visualmente chocante é, na verdade, uma salmoura rica em ferro. • National Science Foundation/USA Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 24 de 30 Descobertas 2026 (24) - Pesquisadores encontraram na Patagônia um esqueleto bem preservado e quase completo de um dos menores dinossauros conhecidos do mundo, chamado Alnashetri cerropoliciensis. Ele tinha aproximadamente o tamanho de um corvo e provavelmente caçava pequenos animais como lagartos, cobras, mamíferos e invertebrados. • Gabriel Diaz Yantein, Universidad Nacional de Rio Negro/Divulgação via REUTERS Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 25 de 30 Descobertas 2026 (25) - Os primeiros fósseis de pelicossauros do Brasil foram encontrados no interior do Piauí por uma equipe coordenada pelo professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Juan Carlos Cisneros. A descoberta foi divulgada em artigo publicado na revista científica Journal of Vertebrate Palaeontology • Arquivo/ Juan Carlos Cisneros Trocar imagemTrocar imagem 26 de 30 Descobertas 2026 (26) - Paleontólogos identificaram uma nova espécie de grande réptil marinho pré-histórico, que viveu nos oceanos há cerca de 70 milhões de anos. O animal, chamado Pluridens imelaki, foi descoberto em depósitos fossilíferos no Marrocos • Diversity Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 27 de 30 Descobertas 2026 (27) - A análise de uma grande tíbia desenterrada em um local remoto no noroeste do Novo México na década de 1970, mostra que ela pertence a um parente próximo do Tyrannosaurus rex, que viveu milhões de anos antes desse enorme dinossauro carnívoro, e que potencialmente foi um ancestral direto. • Chase Stone Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 28 de 30 Descobertas 2026 (28) - Cientistas brasileiros identificaram uma nova espécie de dinossauro gigante com ligações a um animal semelhante encontrado na Espanha, reforçando o conhecimento de que rotas terrestres conectaram partes da América do Sul, África e Europa há cerca de 120 milhões de anos. Batizada de Dasosaurus tocantinensis, a espécie é uma das maiores encontradas no país sul-americano • Reprodução Trocar imagemTrocar imagem 29 de 30 Descobertas 2026 (29) - Uma das três páginas desaparecidas do manuscrito Palimpsesto de Arquimedes, escrito no século 10°, foi encontrada no Museu de Belas Artes de Blois, localizado no centro da França. A descoberta foi feita por Victor Gysembergh, pesquisador do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) no Centro Léon Robin para Pesquisa do Pensamento Antigo • Centro Nacional de Pesquisa Científica Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 30 de 30 Descobertas 2026 (30) - Um crânio e mandíbula fossilizados encontrados no Níger pertenciam a uma criatura que possuía uma grande crista óssea no topo da cabeça e viveu há cerca de 95 milhões de anos. Batizada de Spinosaurus mirabilis, é a primeira espécie de Spinosaurus a ser identificada em mais de um século • Dani Navarro/Universidade de Chicago Trocar imagemTrocar imagem visualização default visualização full visualização gridAs descobertas, publicadas em 27 de fevereiro na revista Science Advances, podem alterar as expectativas de como essa área responderá a um grande terremoto. Características semelhantes em outros locais interromperam uma ruptura que, de outra forma, poderia ter continuado ao longo de toda a falha geológica.“Ainda é preliminar, mas acreditamos que as trajetórias variáveis dos fluidos em Cascadia irão alterar o comportamento de grandes terremotos na falha”, disse a coautora Marine Denolle, professora associada de Ciências da Terra e do Espaço da Universidade de Washington.A placa Juan de Fuca está avançando em direção à placa Norte-Americana a uma taxa de aproximadamente 4 centímetros por ano. Mas, como as placas estão coladas uma à outra, esse movimento gera pressão.Eventualmente, a tensão crescente excederá a capacidade de resistência das placas. Quando elas finalmente se separarem, um terremoto se propagará ao longo da fronteira.Terremotos de megadeslizamento, que ocorrem em limites onde uma placa tectônica desliza sob outra, sacodem o noroeste do Pacífico a cada 500 anos, aproximadamente. Pesquisadores dataram o último em 1700, e estimativas sugerem uma probabilidade de 10 a 15% de que toda a falha se rompa, produzindo um terremoto que poderia ultrapassar a magnitude 9, nos próximos cinquenta anos.Um levantamento recente do fundo do mar revelou que a falha pode ser dividida em pelo menos quatro segmentos geologicamente distintos. Cada um deles pode estar isolado de uma ruptura em outra região.No estudo, os pesquisadores analisaram mais detalhadamente duas dessas regiões, utilizando dados de três estações de monitoramento: uma próxima à Ilha de Vancouver e duas na costa do Oregon.“Queríamos entender as mudanças de tensão em diferentes regiões da costa”, disse a autora principal, Maleen Kidiwela, doutoranda em oceanografia da Universidade de Washington. “Usamos sismógrafos para medir como a velocidade sísmica varia abaixo de cada estação.”A velocidade sísmica é um termo usado para descrever a taxa na qual o ruído ambiente se propaga através de um material. Como a velocidade do som depende do meio pelo qual ele se propaga, o monitoramento da velocidade sísmica pode fornecer aos pesquisadores informações sobre os processos que ocorrem abaixo do fundo do oceano.O aumento constante na velocidade sísmica observado no sítio norte indicou aos pesquisadores que a rocha estava se compactando, o que corrobora a teoria de que as duas placas estão travadas no lugar.A região central apresentou um padrão diferente. Durante dois meses em 2016, a velocidade sísmica diminuiu. Os pesquisadores atribuem essa queda a um terremoto de movimento lento na borda rasa da placa oceânica, que aliviou parte da pressão na falha.Outras quedas na velocidade sísmica, registradas entre 2017 e 2022, foram associadas à dinâmica de fluidos. A subducção comprime o líquido das rochas e o empurra em direção à superfície. A pesquisa descobriu que outras falhas, perpendiculares à zona de subducção, podem funcionar como vias de escape para o fluido aprisionado.“Durante uma ruptura de megadeslizamento, uma das formas de propagação de um terremoto é através da pressão de fluidos. Se houver uma maneira de liberar esses fluidos, isso pode ajudar a melhorar a estabilidade da falha e, potencialmente, impactar o comportamento da região durante um grande terremoto”, disse Kidiwela.Ao coletar dados de apenas três locais, os pesquisadores observaram dinâmicas complexas que poderiam ter passado despercebidas. Os trabalho seguem em andamento em um observatório subaquático na Zona de Subducção de Cascadia.*Sob supervisão de AR.