O encerramento do MERGE São Paulo 2026 consolidou um momento decisivo para o mercado de capitais brasileiro, transformando o entusiasmo tecnológico em uma estratégia institucional coordenada.Durante o evento, as maiores instituições bancárias do país e os principais players da Web3 apresentaram uma frente unida na defesa da base necessária para a expansão dos ativos digitais.O consenso estabelecido é que a criação de uma infraestrutura comum é o único caminho viável para evitar a fragmentação da liquidez e a criação de “ilhas” digitais que comprometeriam a eficiência sistêmica do Brasil.Essa visão é sustentada pela necessidade de uma base jurídica sólida, conforme argumentado por Fábio Araújo, consultor do Banco Central do Brasil.Para ele, o novo marco regulatório não é um obstáculo, mas uma ferramenta de clareza. “Trazer clareza sobre o que é um ativo virtual é algo muito importante. Não queremos colocar uma coisa nova em uma caixa velha. Temos que criar a nova caixa e entender por que essa nova caixa existe.”Com base nessa visão de evolução estrutural, Paula Pascual, CEO e fundadora do MERGE, observou que o sucesso do país reside em sua abordagem de utilidade em relação à propriedade. “O Brasil mostrou que o futuro das finanças não é sobre possuir a infraestrutura, mas sobre construir melhores serviços sobre ela. No MERGE São Paulo, isso não é teórico; estamos vendo na prática, com bancos, reguladores e fintechs discutindo como a infraestrutura compartilhada, como o PIX, a tokenização e novas camadas de pagamento já estão remodelando o sistema financeiro.”São Paulo: o epicentro da tomada de decisãoA relevância do evento como catalisador de negócios foi reforçada por líderes globais que veem São Paulo como o epicentro da tomada de decisão na América Latina.Silvio Pegado, Diretor Regional da Ripple para a América Latina, enfatizou a posição estratégica da capital paulista. “Este é um evento verdadeiramente especial, não apenas pela qualidade das discussões, mas também pelo seu potencial de geração de negócios. O MERGE reúne players de mercado altamente relevantes em um ambiente extremamente qualificado, tornando as conversas mais estratégicas e produtivas. Estar em São Paulo faz toda a diferença; a cidade é, sem dúvida, o principal hub da região e onde as coisas acontecem, onde as decisões são tomadas. Hoje, os principais tomadores de decisão estão aqui, reunidos no mesmo espaço. Para a Ripple especificamente, é também um evento estratégico. Vemos o Brasil como um mercado-chave para expansão, e estar presente em um encontro como este reforça nossa decisão de continuar investindo na região e desenvolvendo ainda mais este ecossistema.”Essa posição foi confirmada por Antonio Sundas, Head de Vendas para Latam e Sul da Europa da Crypto Finance. “O MERGE São Paulo se destaca por sua estrutura e sua capacidade de atrair grandes instituições financeiras para discussões regulatórias essenciais. Como um dos maiores grupos da Europa, viemos ao Brasil para aprender com o mercado e ‘evangelizar’ o setor bancário, oferecendo as melhores soluções de longo prazo em um hub tão estratégico quanto São Paulo.”Renan Ramos, Gerente de Relacionamento Institucional Sênior da Kraken, reforçou a importância dessa sinergia entre setores. “O MERGE foi um momento importante para a indústria de ativos digitais na América Latina. Ao reunir instituições financeiras tradicionais, reguladores e inovadores líderes do setor cripto em São Paulo, o evento ressaltou o papel do Brasil na moldagem das estruturas tecnológicas e regulatórias do futuro das finanças.”As discussões no MERGE enfatizaram que a tokenização transcendeu seu status de produto de nicho para se tornar a nova espinha dorsal do sistema financeiro.Executivos de grandes bancos apontaram a eficiência operacional e a liquidez imediata como os motores dessa mudança.De acordo com os debates, o futuro envolve necessariamente stablecoins e ativos nativos em blockchain, tornando a tecnologia “invisível” para o usuário, mas fundamental para a agilidade das operações.Esse amadurecimento foi sentido diretamente no pavilhão do evento. Denis Cavale, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da BingX, observou de perto o nível de sofisticação dos investidores locais: “O Merge trouxe exatamente o tipo de público que faz a diferença: profissionais que não apenas seguem tendências, mas questionam, testam e querem entender como a tecnologia pode trabalhar a seu favor. Em nosso estande, isso ficou evidente: houve grande interesse em IA aplicada ao trading, TradFi e produtos que conectam cripto com as finanças tradicionais, e as perguntas foram de alta qualidade; o tipo que mostra que o mercado brasileiro está maduro para esse nível de inovação. Para a BingX, ser um patrocinador Platinum no Merge fez todo o sentido. Proporcionou networking de alto valor, um público qualificado e a chance de mostrar na prática o que estamos construindo. O Brasil tem uma das comunidades financeiras mais engajadas do mundo, e um evento como este deixa isso muito claro.”O papel do Brasil como líder regulatório nas Américas foi um pilar da cerimônia de encerramento.A convergência em torno de padrões comuns permitirá que instrumentos como debêntures e cotas de fundos sejam negociados em redes distribuídas com a mesma segurança do mercado tradicional.A previsão da indústria é clara: dentro de cinco anos, a distinção entre “cripto” e “finanças tradicionais” deixará de existir. Ao unificar a base tecnológica, o mercado garante que o foco final permaneça na inovação de produtos e na experiência do cliente.Fonte: MERGE São Paulo 2026 consolida a tokenização como pilar da infraestrutura financeira brasileiraVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.