Os ataques aéreos de EUA e Israel contra o Irã detonaram uma escalada sem precedentes recentes no mercado de petróleo, com o barril de Brent ultrapassando a marca de US$ 100. O movimento sacudiu bolsas, pressionou moedas e obrigou governos a correr para conter o estrago inflacionário — o Brasil reagiu anunciando tarifa de 12% sobre exportações de petróleo, subsídios ao diesel e outras medidas de emergência.Esse conteúdo faz parte da newsletter semanal Expert Drops; saiba mais e se inscreva!O novo patamar do crude reescreve as contas do setor de óleo e gás, com impacto direto sobre empresas como Petrobras (PETR3; PETR4) e toda a cadeia produtiva. Bancos centrais ao redor do mundo, que já navegavam em ambiente delicado, devem adotar postura ainda mais cautelosa diante da incerteza geopolítica — o que torna cada decisão de juros, daqui para frente, ainda mais carregada de consequências para os mercados.Veja mais: Distribuidoras de combustíveis alertam governo brasileiro por riscos ao abastecimentoE também: Trump pressiona Japão na guerra com o Irã e causa mal-estar ao citar Pearl HarborCopom corta a Selic para 14,75% — e o tom surpreendeO Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 14,75% ao ano. Mas foi o tom do comunicado que chamou atenção: o Copom adotou linguagem mais branda do que o esperado, sinalizando que cortes adicionais — de 0,25 p.p. ou mais — seguem no radar, mesmo diante do choque do petróleo, que praticamente não alterou as projeções de inflação da autoridade monetária.O recado nas entrelinhas é relevante: o Copom reconheceu que “eventos recentes intensificaram os riscos tanto de alta quanto de baixa” para a inflação, abrindo espaço para ajustes no ritmo de calibração conforme novas informações chegarem. Para os mercados, isso significa que o ciclo de cortes está vivo — mas o passo seguinte dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio e do comportamento dos preços de energia.Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão pedem reabertura de OrmuzBrasil na encruzilhada: o regime macro está prestes a mudar?O modelo quantitativo de regimes macroeconômicos segue apontando “baixa inflação com juros em queda” — historicamente o cenário mais favorável para ativos de risco no Brasil, e o melhor pano de fundo para o Ibovespa (IBOV). O problema é que o choque do petróleo aumentou o risco de migração para regimes menos benignos: “baixa inflação com juros em alta” ou “inflação alta com juros em queda”.A transição de regime, se confirmada, tem implicações diretas para a liderança setorial. No atual ambiente, os setores de mineração e siderurgia — com nomes como Vale (VALE3), CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4) — e os grandes bancos — Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) — mostram desempenho mais consistente entre os diferentes regimes. Saber em qual régua o mercado está é, hoje, tão importante quanto escolher as ações certas.Selic a 14,75%: veja três fundos de investimento para investir em renda fixaPor que Renner (LREN3) segue como preferência no varejo?Lojas Renner (LREN3) enfrenta ceticismo de parte dos investidores, mas os fundamentos falam por si: a margem bruta do segmento de varejo atingiu 56,1% no ano, com alta de 0,7 ponto percentual, aproximando-se dos níveis máximos registrados em 2019. O número foi um dos principais destaques do quarto trimestre de 2025, e a gestão sinalizou que há espaço para novos ganhos à frente.A tese se sustenta em dinâmicas de margem surpreendentes e com potencial de sustentabilidade — combinação rara no varejo atual, pressionado por juros altos e crédito mais caro. Em um setor que exige seleção criteriosa, LREN3 se destaca como a aposta com melhor relação entre risco e retorno na visão dos analistas.Leia tambémLula: Para minha alegria, Haddad colocou nome para ser o governador de SPLula disse ter conversado com o ministro que “a situação política do mundo é tão grave” que não se lançar poderia significar entregar o país para o que ele chamou de “fascistas”Trump critica Powell, volta a pedir cortes nos juros e minimiza impactos da guerra“O Powell não é inteligente. Ele é teimoso e incompetente”, disse TrumpCarbono tem preço — e a conta está chegando para o IbovCom a sanção da Lei nº 15.042, em novembro de 2024, o Brasil criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o chamado cap-and-trade nacional. O mecanismo, quando entrar em vigor, vai impor custos concretos às maiores emissoras de carbono — e boa parte delas está listada no Ibovespa. O mapeamento das empresas mais expostas é hoje uma ferramenta essencial para quem quer antecipar riscos de portfólio.A boa notícia é que regulação de carbono também abre oportunidades: empresas com operações mais limpas ou com capacidade de gerar créditos de carbono podem se beneficiar do novo mercado. O investidor que ignorar essa variável nos próximos anos corre o risco de carregar na carteira ativos com passivos ambientais que o mercado ainda não precificou — mas que o regulador, em breve, cobrará.IRPF 2026: apostas esportivas entram na mira da receitaA Receita Federal divulgou as novas regras do Imposto de Renda 2026, referentes aos rendimentos de 2025, e trouxe uma novidade que afeta milhões de brasileiros: pela primeira vez, ganhos com apostas de cota fixa — as populares bets — precisam ser declarados. A medida reflete o crescimento explosivo do setor no país e a resposta do fisco a uma fonte de renda que até então escapava do radar da tributação.Para o contribuinte, o recado é claro: a informalidade nas apostas tem prazo de validade. Quem obteve rendimentos com bets em 2025 precisa entender as novas regras antes de preencher a declaração, sob risco de cair na malha fina. A Receita ampliou o escopo da fiscalização e o contribuinte desavisado pode ser surpreendido.The post Selic cai, Petróleo lá em cima e a ação favorita no Varejo; veja destaques da semana appeared first on InfoMoney.