Guerra e petróleo pressionam ativos mesmo após corte na Selic; dólar e juros futuros seguem em alta nesta quinta (19)

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Um dia após a Super Quarta, os olhares do mercado de voltam para as repercussões das decisões do Copom e do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). No Brasil, a taxa Selic foi cortada em 0,25 p.p., enquanto nos Estados Unidos, as projeções dos analistas acertaram na manutenção dos juros.No Giro do Mercado desta quinta-feira (19), a jornalista Paula Comassetto comenta os principais acontecimentos que mexem com os mercados hoje.Mesmo após o Banco Central cortar a Selic para 14,75%, o movimento não empolgou os investidores. Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e à disparada do petróleo, o dólar subia, os juros futuros disparavam e o Ibovespa recuava nesta manhã.O pregão de hoje iniciou com pressão, especialmente relacionada a uma tensão sobre os preços do petróleo com ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros. Em relação ao dólar, o Banco Central realizou hoje um leilão de venda a vista de dólares, no valor de US$ 1 bilhão, com o objetivo de controlar a cotação da moeda.Também no Brasil, destaque corporativo para Eneva (ENEV3), que venceu leilão com investimentos de R$ 18 bilhões e reforçou sua posição como maior geradora termelétrica do país. Já Prio (PRIO3) avançou após iniciar produção no Campo de Wahoo, enquanto Petrobras (PETR4) se beneficia da alta do petróleo.No cenário internacional, bancos centrais seguem no radar: o Banco do Japão manteve juros em 0,75%, enquanto Banco da Inglaterra e Banco Central Europeu também definiram suas taxas. O temor é de que a alta do petróleo pressione ainda mais a inflação global e afete o ritmo de cortes de juros pelo mundo.*Com supervisão de Renan Sousa.