O Itaú BBA revisou suas estimativas para a Yduqs (YDUQ3) para refletir os resultados do 4T25 abaixo do esperado, que levaram a uma derrocada das ações na última quinta-feira. O banco segue projetando um rendimento elevado de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) de cerca de 18%, além de uma avaliação atrativa em termos de múltiplo preço/lucro (P/L). Com isso, o banco reiterou recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), mas reduziu o preço-alvo de R$ 19 para R$ 17.Às 11h15, as ações da companhia de educação subiam 5,60%, cotadas a R$ 10,74.Segundo o banco, um crescimento mais fraco na captação de alunos pode pressionar os resultados em 2026. Durante a teleconferência de resultados, um dos principais pontos discutidos foi um ambiente mais desafiador para a expansão da base de estudantes, principalmente no ensino digital, em razão de restrições introduzidas por novas regras regulatórias aplicadas a determinados cursos. Leia tambémAcordo com Porto pode reduzir alavancagem da Oncoclínicas e ações ONCO3 têm disparadaOncoclínicas confirmou na noite de domingo a assinatura de um termo de compromisso não vinculante com a Porto SeguroOncoclínicas, Porto, Azul, C&A, Iguatemi e mais ações para acompanhar hojeConfira os principais destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (16)Além disso, parte dos alunos deve migrar para programas híbridos. De acordo com a companhia, a captação no ensino digital no primeiro trimestre de 2026 deve recuar. Somado a um ambiente competitivo mais intenso e à dificuldade de ampliar ainda mais a penetração após vários anos de crescimento, esse cenário pode afetar o crescimento de volume em 2026.O banco também avalia que a composição de receitas deve mudar no próximo ano. A expectativa é de maior participação dos programas híbridos, em detrimento do ensino a distância tradicional, que possui margens maiores. Apesar disso, a previsão de queda na captação em cursos presenciais não é consenso entre as empresas listadas, já que a demanda tende a variar conforme a marca e o ticket médio das instituições. Ainda assim, o Itaú BBA acredita que os programas híbridos continuarão ganhando espaço em 2026, o que pode alterar o perfil de margens do setor.A Yduqs já iniciou uma transição antecipada para se adaptar às novas regras regulatórias. No quarto trimestre de 2025, a companhia anunciou um processo de reestruturação do corpo docente com o objetivo de melhorar a eficiência de custos e despesas antes da implementação das novas normas. O banco avalia que a iniciativa deve otimizar a estrutura de custos com pessoal e, por isso, incorpora em suas projeções uma redução anual de 0,5 ponto percentual nesses gastos em 2026.Apesar das tendências mais fracas de captação, a geração de caixa permaneceu alinhada às expectativas do mercado em 2025 e no quarto trimestre. Para 2026, a companhia indicou que o FCFE deve ser pelo menos semelhante ao nível registrado em 2025, quando somou R$ 500 milhões. O Itaú BBA avalia que fatores como a redução de efeitos não recorrentes, o crescimento do EBITDA e a queda esperada da taxa Selic podem impulsionar a geração de caixa no próximo ano.Em relação à rentabilidade, o Itaú BBA destaca que deve haver mudança na composição de receitas em 2026, com maior participação do segmento premium. Nesse contexto, o banco projeta margem EBITDA ajustada de 33,7% para 2026, apoiada principalmente por uma redução de 1 ponto percentual nas despesas com inadimplência, refletindo menor participação do programa DIS nos resultados e melhores taxas de renovação.A instituição também projeta crescimento do lucro em 2026, impulsionado principalmente por menores despesas financeiras. A estimativa de FCFE para o ano é de R$ 486 milhões, valor semelhante ao previsto anteriormente.The post Itaú BBA corta preço-alvo da Yduqs para R$ 17 após 4T fraco, mas reitera compra appeared first on InfoMoney.