‘Comete atos imperdoáveis’: Lázaro Ramos destrincha vilão de A Nobreza do Amor

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A estreia de A Nobreza do Amor, na última segunda-feira (16), apresentou ao público um antagonista de peso. Interpretado por Lázaro Ramos, Jendal surge como a força motriz da trama. Ambicioso e implacável, o personagem começa como primeiro-ministro do reino fictício de Batanga, mas não demora a trair o rei Cayman (Welket Bungué) e a tomar o poder em um golpe de Estado.“Não estou defendendo o personagem de forma nenhuma, porque ele comete atos que são imperdoáveis, mas acho que talvez, até pela minha inexperiência ao fazer vilão, eu fui buscando entender as motivações dele. Então, eu estou me apegando nesses pequenos lugares, sem perdoá-lo pelo que ele faz”, analisa Lázaro Ramos.Na leitura do ator, uma das chaves para compreender o personagem apareceu ainda no primeiro capítulo da novela, quando Jendal revelou a própria percepção de poder e identidade.“Ele disse no primeiro capítulo: ‘Eu não vou sair de Batanga, porque sei que fora daqui eu vou ser um preto qualquer, sem nenhum poder nas mãos’. Isso é uma motivação. O que ele faz com essa motivação é que a gente reprova.”Ramos avisa também que Jendal carrega características profundamente condenáveis. “Ele manipula, ele é corrupto, ele tem o poço das serpentes onde joga as pessoas. Então, ele tem todos os defeitos reprováveis que a gente conhece”, conta.A escolha de Lázaro Ramos para viver o vilão marca um momento inédito na carreira do ator. Com mais de três décadas de trajetória artística, ele nunca havia interpretado um antagonista em novelas.O convite para o papel surgiu quase por acaso e acabou despertando sua curiosidade. “Eu vi que tinha algo novo… Está sendo uma descoberta de prazer falar coisas absurdas e maldades.”Obsessão pelo poderNa trama, Jendal é apresentado como uma figura obcecada pelo poder e também pela princesa Alika (Duda Santos). Depois de organizar o golpe que o leva ao trono, ele passa a perseguir a herdeira do reino e a rainha Niara (Erika Januza), colocando em movimento a engrenagem dramática que conecta África e Brasil na nova novela das seis.Para o ator, a construção do antagonista também dialoga com a história política do mundo real. Na visão dele, figuras como Jendal não pertencem apenas à ficção.A história do mundo está repleta de Jendals. Mais recentemente ou no passado, isso é uma linha do nosso tempo. Quando a arte serve para relembrar coisas que foram feitas e provocar reflexão, isso é muito bom para o espectador.Além da complexidade dramática do personagem, Lázaro Ramos destaca o significado cultural da novela, que mergulha em referências africanas.“A gente está fazendo uma novela em que o continente africano é a inspiração de boa parte dela. A gente está mostrando uma chuva de referências de beleza, de modo de vida, de gestual e de regras hierárquicas que existem no continente africano”, comenta.A Nobreza do Amor tem como protagonistas a princesa africana Alika, interpretada por Duda Santos, e o trabalhador brasileiro Tonho, vivido por Ronald Sotto. A trama conta com a direção artística de Gustavo Fernandeze é ambientada na década de 1920.A história escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr se desenvolve em dois universos fictícios: o reino de Batanga, na costa ocidental da África, e a cidade de Barro Preto, no Rio Grande do Norte.O post ‘Comete atos imperdoáveis’: Lázaro Ramos destrincha vilão de A Nobreza do Amor apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.