Bolsonaro sai da UTI e passa a cuidados semi-intensivos; entenda diferença

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve sua classificação de atendimento alterada de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para unidade semi-intensiva no Hospital DF Star, em Brasília.A mudança ocorre após evolução clínica e laboratorial. A nova classificação não significa necessariamente uma transferência física de quarto, mas sim uma mudança no nível de monitoramento e intervenção.Ele está internado desde sexta-feira (13), quando foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, causada pela aspiração de líquido do estômago. Leia mais Michelle cita melhora e diz que Bolsonaro foi para unidade semi-intensiva Bolsonaro tem melhora clínica e responde bem a medicamentos, diz boletim Defesa de Bolsonaro aguarda laudo médico para novo pedido de domiciliar Bolsonaro chegou ao hospital com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese, calafrios e foi encaminhado para UTI. No dia da internação, os médicos classificaram o quadro como grave e de risco de morte. “Isso realmente coloca em risco a vida do paciente, uma pneumonia aspirativa pode evoluir para insuficiência respiratória e, se não houver intervenção, o paciente pode morrer”, afirmou o médico Claudio Birolini.A Unidade de terapia intensiva é o nível máximo de suporte hospitalar. É para pacientes com risco iminente de morte ou que precisam de suporte artificial para órgãos vitais. O monitoramento é feito 24 horas e tem presença de aparelhos como ventiladores mecânicos (respiradores), hemodiálise e drogas vasoativas (para manter a pressão arterial).Já no início desta semana, segundo o laudo médico divulgado nesta segunda-feira (13), houve recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios, “denotando resposta favorável à antibioticoterapia instituída”.A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou em suas redes sociais sobre a melhora do marido e a ida dele para a unidade semi-intensiva, informação confirmada pelo cardiologista Leandro Echenique à CNN.A unidade semi-intensiva é considerada um “meio-termo”: voltada para pacientes que já saíram do risco imediato, mas ainda são instáveis para ocupar um quarto comum. O monitoramento é constante, mas menos invasivo que na UTI, com foco em acompanhamento cardíaco contínuo e fisioterapia respiratória intensiva.No hospital, Jair Bolsonaro segue sendo tratado com antibióticos e realizando fisioterapia respiratória e motora.Não há ainda previsão para Bolsonaro deixar o hospital. Na última sexta-feira (13), os médicos do ex-presidente estimaram que o paciente permaneceria internado por ao menos sete dias – a depender do seu quadro de saúde.Bolsonaro tem melhora clínica e responde bem a medicamentos, diz boletim | BASTIDORES CNN