A empresa brasileira de tecnologia financeira Méliuz (CASH3 / MLIZY) acaba de divulgar seus resultados financeiros do quarto trimestre de 2025, consolidando sua posição como a primeira “Bitcoin Treasury Company” (Companhia com Tesouraria em Bitcoin) do Brasil e de toda a América Latina.Os números foram destrinchados nas redes sociais nesta quinta-feira (19) por Diego Kolling, Head da Estratégia Bitcoin, e Mason Foard, Diretor de Estratégia de Bitcoin da Méliuz.Com 50 milhões de usuários e zero endividamento, a empresa entregou uma verdadeira aula de como integrar uma operação comercial em franca expansão a uma reserva de valor baseada no principal ativo digital do mercado.Crescimento operacional acelerado no trimestreNo lado dos negócios tradicionais, a Méliuz provou a força da sua operação. Segundo os dados compartilhados por Diego Kolling, a companhia encerrou o quarto trimestre de 2025 (4T25) com uma Receita Líquida de R$ 138,3 milhões, um salto expressivo de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.A eficiência operacional também disparou. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do 4T25 atingiu R$ 34,6 milhões, crescendo 64% na comparação anual.A margem EBITDA do trimestre alcançou os 25%, com uma geração de caixa de R$ 21,8 milhões apenas nesta reta final do ano.No acumulado de 2025, o cenário é igualmente robusto. A receita total bateu os R$ 460,2 milhões (alta de 26%), enquanto o EBITDA anual chegou a R$ 92,9 milhões, representando um salto de impressionantes 72% em relação a 2024.O lucro líquido ajustado do ano fechou em R$ 54,6 milhões (cerca de US$ 10,4 milhões).Impacto milionário da tesouraria em BitcoinSe os fundamentos operacionais mostram solidez, o balanço focado em criptomoedas trouxe ganhos exponenciais. A Méliuz detém atualmente 604,7 BTC em seu caixa corporativo.De acordo com Mason Foard, o primeiro ano dessa estratégia inovadora gerou um rendimento (Bitcoin Yield) fenomenal de 953%.O ganho acumulado apenas com a valorização e gestão da criptomoeda foi de 435,8 BTC, o que equivale a aproximadamente US$ 38,2 milhões.Com isso, o valor patrimonial líquido (NAV) das reservas em Bitcoin da empresa disparou para a casa dos US$ 53 milhões.Méliuz (@MeliuzBitcoin) 4Q25 earnings are out, and this is what it looks like when a Bitcoin treasury strategy is built on top of a growing operating business:2025:$87.7M revenue / R$460.2M, up 26%$17.7M adjusted EBITDA / R$92.9M, up 72%$10.4M adjusted net income / R$54.6M…— Mason (@MasonFoard) March 19, 2026Recompra de ações como tática de acúmuloUm dos detalhes mais técnicos e elogiados da estratégia revelada pelos diretores envolve a alocação de capital da empresa.Durante o quarto trimestre, a Méliuz tomou a decisão estratégica de focar na recompra de suas próprias ações no mercado tradicional, em vez de comprar mais moedas diretamente nas corretoras.A manobra teve uma justificativa matemática precisa. Foard explicou que as ações da empresa estavam sendo negociadas com um múltiplo muito descontado (cerca de 0,50x o EBITDA).Nesse cenário, recomprar os papéis no mercado era a forma mais barata e eficiente de aumentar a fração de Bitcoin por ação para os investidores.Na prática, a diretoria entendeu que cada recompra funcionava como uma aquisição indireta de mais Bitcoin com desconto, somada a um negócio lucrativo e em crescimento.A tática elevou a métrica da empresa para 552,4 satoshis por ação e gerou um rendimento em Bitcoin de 3,2% apenas no 4T25.Com o programa de recompra 54,6% concluído até fevereiro de 2026, o rendimento acumulado desde o início da estratégia já atinge 4,38%.É a união perfeita entre negócio lucrativo, dívida zero, fluxo de caixa real e quantidade de Bitcoin por ação subindo.Fonte: Pioneira na América Latina Méliuz dispara lucros e turbina caixa com 604 Bitcoins em 2025Veja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.