Trump ironiza Pearl Harbor ao lado da primeira-ministra do Japão

Wait 5 sec.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma piada sobre o ataque do Japão a Pearl Harbor na Segunda Guerra Mundial após ser questionado sobre por que Washington não avisou países aliados sobre a intenção de atacar o Irã.Durante a recepção da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, na Casa Branca, um repórter da imprensa japonesa perguntou ao presidente dos EUA: “Por que você não contou aos aliados dos EUA na Europa e na Ásia, como o Japão, sobre a guerra antes de atacar o Irã? Por isso estamos muito confusos sobre nós, cidadãos japoneses”.“Uma coisa, você não quer sinalizar muito. Você sabe, quando entramos, entramos com muita força e não contamos a ninguém sobre isso porque queríamos uma surpresa”, disse Trump ao lado da premiê no Salão Oval. Leia Mais Irã diz que não vai ceder até que Trump "se arrependa" Trump diz que ataques do Irã a países vizinhos foram "muito estúpidos" Trump diz estar "desapontado" com escolha de novo líder supremo do Irã “Quem sabe melhor sobre surpresa do que o Japão?” disse Trump. “Por que você não me contou sobre Pearl Harbor? Certo?”, acrescentou.O presidente completou dizendo que o elemento surpresa foi fundamental para “nocautear” a liderança iraniana.A fala de Trump fez referência à ofensiva surpresa da Marinha do Japão à base militar dos EUA de Pearl Harbor em 1941. O ataque matou mais de 2.400 americanos e motivou os Estados Unidos a entrar na Segunda Guerra Mundial em 1941.O que está acontecendo no Oriente Médio?Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.  As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armedo apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.