Mais de 2.200 pessoas foram mortas no Oriente Médio durante a guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que teve início há quase três semanas, segundo uma contagem da CNN.O preço do petróleo disparou, com o Brent atingindo US$ 115 o barril, após ataques israelenses provocarem retaliação iraniana contra importantes infraestruturas energéticas. O aumento se traduziu em preços significativamente mais altos para a gasolina nos EUA.O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, falou sobre os ataques nesta quinta-feira (19), que representam uma escalada significativa na guerra. Leia mais Irã: Países que ajudarem a reabrir Ormuz serão cúmplices dos EUA Trump ironiza Pearl Harbor ao lado da primeira-ministra do Japão Israel diz ter "neutralizado" as capacidades navais do Irã no Mar Cáspio Veja as últimas informações sobre a guerra no Oriente Médio.Pedidos por um cessar-fogoMinistros das Relações Exteriores árabes e islâmicos pediram ao Irã que cesse imediatamente seus ataques e reafirmaram o direito dos Estados de se defenderem, de acordo com o direito internacional.Líderes europeus instaram os EUA e o Irã a iniciarem negociações de cessar-fogo em meio à crescente preocupação com o impacto global e de longo prazo da guerra no Oriente Médio.Ataque de IsraelNetanyahu afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu para Israel não atacar instalações de energia importantes do Irã — e que ele seguiria a ordem. Suas declarações ocorrem enquanto Israel continua sua campanha contra alvos do Irã.Trump havia dito anteriormente que os EUA “não sabiam de nada” sobre o ataque de Israel ao campo de gás de South Pars, no Irã, parte da maior reserva de gás natural do mundo. O primeiro-ministro israelense confirmou a informação, dizendo que Israel “agiu sozinho” ao atacar a instalação.Fontes contradizem essa afirmação.Estreito de OrmuzO Reino Unido enviou um pequeno grupo de planejadores militares para trabalhar com os EUA a fim de elaborar um “plano coletivo viável” para reabrir o Estreito de Ormuz, disse um oficial de defesa britânico.Enquanto isso, os parceiros dos EUA afirmam que é improvável enviarem recursos militares para o estreito em meio às hostilidades ativas.Uma fonte sênior de segurança iraniana alertou que o Estreito de Ormuz “não retornará às condições pré-guerra”, reiterando ameaças anteriores de que a hidrovia seria interrompida caso o Irã fosse atacado.Se os ataques se estendessem além de instalações de energia para infraestruturas críticas mais amplas, o Irã responderia sob a doutrina de “olho por olho”, acrescentou a fonte.A Casa Branca descartou a imposição de uma proibição às exportações de petróleo bruto e gás como uma possível maneira de aliviar a alta dos preços da energia desencadeada pela guerra com o Irã, disse um funcionário do governo à CNN. O governo ainda está considerando outras opções.Novos ataquesMísseis disparados do Líbano em direção ao norte de Israel feriram pelo menos três pessoas, segundo os serviços de emergência israelenses e autoridades locais.Um míssil iraniano também atingiu uma importante refinaria de petróleo no norte de Israel, confirmaram fontes à CNN.Análise: Escalada da guerra no Oriente Médio pode representar impacto sistêmico global | CNN 360°Pouso de emergênciaUm caça F-35 dos EUA fez um pouso de emergência em uma base aérea americana no Oriente Médio após ser atingido por disparos que se acredita serem iranianos, segundo fontes.O Comando Central dos EUA informou que o piloto está em condição estável.Venda de armasO governo Trump ignorou o Congresso para acelerar a venda de bilhões de dólares em armas para os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait, enquanto os aliados do Golfo arcam com as consequências da retaliação do Irã às ações militares dos EUA e de Israel.O governo também acelerou a venda multimilionária de “apoio aéreo e de munições” para a Jordânia.De acordo com comunicados publicados nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Estado, “o Secretário de Estado determinou e forneceu justificativa detalhada de que existe uma emergência que exige a venda imediata” dos artigos de defesa para as três nações, “dispensando, assim, os requisitos de revisão do Congresso”.Execuções no IrãO Irã executou três homens em conexão com os protestos nacionais que ocorreram em janeiro, incluindo um lutador de 19 anos cuja condenação atraiu críticas dos Estados Unidos.A agência de notícias Mizan, ligada ao judiciário iraniano, informou que os três foram enforcados na quinta-feira, após o que descreveu como a conclusão dos procedimentos legais, que incluíram a presença de advogados de defesa e a aprovação da Suprema Corte do Irã.A agência disse que as execuções foram realizadas na cidade de Qom “na presença de um grupo de pessoas”.Acredita-se que esses sejam os primeiros enforcamentos realizados em público pelo Irã em relação aos protestos. O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia alertado o Irã contra tais execuções.A Mizan disse que os três homens – identificados como Mehdi Qasemi, Saleh Mohammadi e Saeed Davoudi – foram condenados por seu envolvimento no assassinato de dois policiais em uma delegacia.Segundo Mizan, eles usaram “armas brancas” – incluindo espadas, facas e facões – em ataques separados contra os dois policiais.Estudantes expulsosO Irã acusou os Emirados Árabes Unidos de expulsar 2.500 estudantes iranianos e fechar escolas iranianas em todo o país.Ali Farhadi, porta-voz do Ministério da Educação do Irã, disse à IRNA (Agência de Notícias da República Islâmica) na quinta-feira que autoridades expulsaram abruptamente estudantes iranianos e interromperam as atividades de escolas públicas iranianas em todo o país.Farhadi descreveu a ação como um exemplo de “políticas hostis” alinhadas aos Estados Unidos e a Israel, e afirmou que o governo iraniano levará a questão às Nações Unidas e à UNESCO, argumentando que as ações violam os direitos humanos.Por que é possível classificar conflito no Oriente Médio como guerra?