Conheça o maior porta-aviões do mundo, que deixou operação no Irã por ralos entupidos

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Um dos maiores símbolos do poderio militar dos Estados Unidos, o USS Gerald R. Ford impressiona pelo tamanho e tecnologia de combate embarcada, a mais avançada já vista no mar. No entanto, o maior porta-aviões do mundo escondia um problema inusitado: nesta semana, ele deixou de apoiar as operações contra o Irã por problemas nas instalações sanitárias, além de um incêndio. Comissionado em 2017 e tendo custado astronômicos US$ 13 bilhões aos cofres americanos, o Gerald R. Ford pesa cerca de 100 mil toneladas e possui aproximadamente 300 metros de comprimento (1.000 pés).Leia também: EUA alegam redução de ameaça em Ormuz; 22 países oferecem apoio para navegaçãoO navio pode abrigar e operar simultaneamente até 75 aeronaves, incluindo os temidos caças furtivos F-35C Lightning II, os caças de ataque F/A-18 Super Hornets e as plataformas de alerta aéreo antecipado E-2D Hawkeye.O porta-aviões USS Gerald R. Ford realiza operações aéreas em apoio ao ataque da Operação Epic Fury contra o Irã, em local não identificado 09/03/2026 (Foto a partir de vídeo de divulgação/DVIDS/Divulgação via REUTERS)O porta-aviões tem vários sistemas de defesa área e mísseis do tipo Sea Sparrow Evolved, de médio alcance usados para combater drones e aeronaves, e Rolling Airframe.A classe Ford foi desenvolvida para substituir e superar os porta-aviões da classe Nimitz. O design focado em eficiência e automação foi concebido para entregar uma taxa de geração de missões cerca de 33% maior, ao mesmo tempo em que reduz as necessidades de tripulação em 20% em comparação com as embarcações mais antigas.USS Gerald R. Ford (Foto: Forças Armadas dos EUA)Ainda assim, o navio abriga quase 4,6 mil marinheiros durante o seu serviço no mar. E é justamente nesse ponto que a alta tecnologia esbarra em um problema muito humano.O Gerald R. Ford é alimentado por dois reatores nucleares e pode navegar a mais de 55 km/h. O maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford (CVN 78), navega no Mar Jônico, em 29 de julho de 2025. Foto: Marinha dos EUA pelo Especialista em Comunicação de Massa de 2ª Classe Maxwell Orlosky, via The New York TimesIncêndio e ralos entupidosRecentemente, mais de 100 camas ficaram inutilizáveis e cerca de 200 marinheiros foram avaliados por inalação de fumaça após chamas atingirem uma lavanderia, de acordo com oficiais militares.Eles também disseram que, embora o incêndio tenha sido extinto em poucas horas, os esforços mais amplos de controle de danos levaram cerca de 30 horas.Quer saber os impactos da Guerra no Oriente Médio no seu bolso? Baixe aqui relatórios exclusivos da XP e descubraAlém do incêndio, o porta-aviões também teve problemas com as instalações sanitárias, com ralos entupidos e longas filas nos banheiros, segundo a rádio RFI. Um relatório governamental divulgado em 2020 afirma que os ralos do navio entopem “inesperadamente e com frequência”, o que exige uma limpeza regular cujo custo chega a R$ 400 mil.Ainda segundo a RFI, o comando do navio informou que “os incidentes de entupimento de ralos são resolvidos rapidamente por pessoal treinado em solução de problemas e engenharia, com tempo de inatividade mínimo”. (Com Estadão Conteúdo)The post Conheça o maior porta-aviões do mundo, que deixou operação no Irã por ralos entupidos appeared first on InfoMoney.