United Airlines reduzirá voos e prevê petróleo acima de US$ 100 até 2027

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A United Airlines planeja cortar voos menos populares nos próximos dois trimestres, à medida que se prepara para um período prolongado de altos preços de combustível de aviação devido à guerra no Oriente Médio.O CEO da empresa, Scott Kirby, disse em um comunicado interno na sexta-feira (20) que a companhia aérea está se preparando para que o petróleo suba até US$ 175 por barril e permaneça acima de US$ 100 até o final de 2027. Os preços do combustível de aviação nos EUA subiram para US$ 4,56 por galão na sexta-feira (20), ante US$ 2,50 em 27 de fevereiro, antes do início da guerra, segundo dados da Argus Media.Nesses níveis, a conta anual de combustível da United aumentaria em cerca de US$ 11 bilhões, mais do que o dobro do lucro obtido no seu “melhor ano”, de acordo com Kirby. Leia Mais Light reverte lucro e tem prejuízo de R$ 187 milhões no 4° tri de 2025 Comércio na Copa do Mundo: veja quem perde e quem ganha durante os jogos Brasil pode economizar R$ 186,4 bi com regras mais rígidas de supersalários A guerra entre os Estados Unidos e Israel com o Irã levou as companhias aéreas a um novo choque de combustível. Os preços do combustível de aviação quase dobraram desde o final de fevereiro, aumentando os custos em todo o setor e interrompendo os padrões de voo globais por meio de redirecionamentos e restrições do espaço aéreo.Ainda assim, até o momento, as companhias aéreas dos EUA conseguiram promover aumentos de tarifas, ajudadas pela demanda resiliente de viagens e pela capacidade mais restrita.“Há uma boa chance de não ser tão ruim assim”, apontou Kirby sobre as estimativas de combustível da companhia aérea. “Mas não há muitas desvantagens para nós em nos prepararmos para esse cenário”, destacou.A United já havia começado a cortar os voos menos rentáveis, incluindo alguns serviços no meio da semana, aos sábados e durante a noite.No comunicado, compartilhado pela empresa, Kirby afirmou que a empresa aérea cancelaria cerca de três pontos percentuais de voos fora do horário de pico no segundo e terceiro trimestres, visando rotas e períodos com demanda mais fraca.A United Airlines também retirará cerca de um ponto percentual da capacidade de Chicago O’Hare e manterá suspenso o serviço para Tel Aviv e Dubai, elevando a redução total para cerca de cinco pontos percentuais da capacidade planejada para este ano.Especialistas alertam que as companhias aéreas repassarão os custos adicionais do combustível de aviação aos clientes nas próximas semanas e meses.No início desta semana, as três principais companhias aéreas americanas — United, Delta e American — citaram a forte demanda por reservas de voos.“As 10 semanas com maior receita em reservas da nossa história foram as últimas 10 semanas. Mas pode ser um desafio continuar repassando grande parte do aumento do preço do combustível se o petróleo permanecer em alta por mais tempo”, comentou Kirby.O CEO da Delta, Ed Bastian, afirmou esta semana que cinco dos 10 melhores dias em vendas de passagens da empresa ocorreram desde o início da guerra, observando que a empresa sofreu um prejuízo de aproximadamente US$ 400 milhões devido aos custos do combustível.Enquanto isso, a Qatar Airways transferiu mais de uma dúzia das maiores aeronaves para um depósito de longo prazo na Espanha, segundo uma reportagem do Financial Times, sinalizando que está se preparando para reduzir o número de voos.*Com informações da CNN InternacionalCompanhias aéreas aumentam os preços de passagens em meio à guerra do Irã | CNN 360°