Donald Trump adora o sapato de modelo Oxford, um clássico distribuído nos Estados Unidos, entre outras, por uma loja tradicional de Chicago. Gosta tanto que mandou seus ministros calçarem o tal do sapato. Um deles, o Marco Rubio, secretário de Estado, estava nadando dentro do calçado. Trump não acertou o número, mas para cumprir ordens, Rubio faz qualquer coisa.Se Trump cismasse só com sapatos, tudo bem, mas ele cismou com uma guerra contra o Irã que não está indo do jeito que ele achava que iria. O Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa muito petróleo, e, para reabrir o estreito, Trump, o senhor da guerra, foi pedir ajuda a países tão diferentes como Grã-Bretanha, Alemanha, Coreia do Sul, Japão e China. Leia mais: Análise: Plano de Trump para escoltar navios em Ormuz teria alto risco Trump rejeitou tentativas do Irã de retomar negociações, dizem autoridades Países da UE não ampliarão operações navais para proteger Estreito de Ormuz Nenhum topou entrar em uma operação militar que todos disseram “é coisa do Trump”. Foram chamados, nesta segunda-feira (16), de covardes pelo presidente americano. Por enquanto, o Irã está distraindo Trump de outra cisma: o emprego de força letal contra cartéis do narcotráfico, seja onde for. Já fez isso no Pacífico e no Caribe, ameaça fazer no México, se o governo não colaborar, e mais sabe-se lá onde. Na América do Sul, por exemplo, se ele cismar em declarar como terroristas organizações do crime como o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital). Tem uma coisa em comum em tudo isso: sapato, guerra com o Irã e crime organizado. Trump quer ser obedecido de qualquer maneira por ministros, países, governos, não interessa a situação de cada um. Se ele está pouco se importando com o número do sapato… vai se importar com as consequências geopolíticas?