Os ministros das Relações Exteriores dos países da UE discutiram opções para proteger o Estreito de Ormuz, mas decidiram não expandir suas operações navais na região.A decisão ocorre após o presidente Donald Trump apelar aos aliados europeus para apoiar os esforços dos EUA em garantir a passagem marítima vital, depois que o Irã a fechou efetivamente.“A Europa não tem interesse em uma guerra sem fim”, disse Kaja Kallas, principal diplomata da UE, a jornalistas em Bruxelas na noite de segunda-feira (16), após a reunião. Ela observou que a força naval da UE no Mar Vermelho, Operação Aspides, já “desempenha um papel fundamental na proteção da liberdade de navegação”. Leia Mais Austrália não enviará navios ao Estreito de Ormuz, diz ministro Ameaça persiste no Estreito de Ormuz, diz agência marítima do Reino Unido Análise: Escolta de navios no Estreito de Ormuz seria custosa a longo prazo “Houve, em nossas discussões, um desejo claro de fortalecer essa operação, mas, por enquanto, não houve disposição para alterar o mandato da Operação Aspides”, disse ela. “Esta não é a guerra da Europa, mas os interesses da Europa estão diretamente em jogo.”Ministros de Energia da UE também se reuniram em Bruxelas, onde trataram de questões semelhantes.Após essa reunião, o Comissário de Energia e Habitação, Dan Jørgensen, afirmou que a “maior prioridade” da UE é reduzir as contas de energia das pessoas, à medida que o conflito no Oriente Médio eleva os preços da energia.“Precisamos transformar este momento difícil em uma oportunidade para avançar”, disse Jørgensen, ao encorajar os parceiros europeus a se tornarem menos “dependentes dos voláteis mercados globais de energia”.