Dr. Kalil e especialistas explicam o que é síndrome metabólica do fígado

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A síndrome metabólica do fígado é uma condição grave que pode se desenvolver de forma silenciosa e comprometer seriamente a saúde hepática. Caracterizada por um conjunto de alterações metabólicas, essa síndrome afeta principalmente pessoas que apresentam fatores de risco como diabetes, obesidade, aumento da circunferência abdominal e alterações nos níveis de colesterol e triglicérides.De acordo com Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, professor titular de transplantes de fígado da Faculdade de Medicina da USP, o problema começa a se manifestar com uma inflamação generalizada no organismo, mas o fígado costuma ser o órgão mais comprometido ao longo do tempo.“São as pessoas que acham que estão normais, que têm uma ‘diabetizinha’ que acha que é controlável, que têm um diabetes leve, são obesos, têm aumento da barriga, têm colesterol alterado, os lípides alterados“, explica o professor durante entrevista ao Dr. Roberto Kalil no CNN Sinais Vitais deste sábado (21). Leia Mais Álcool e energético combinam? Descubra os riscos de misturar essas bebidas Especialista explica por que alguns remédios podem causar pancreatite Refrigerante zero é saudável? Entenda os riscos por trás do mito O quadro é preocupante porque os sintomas geralmente aparecem apenas quando o fígado já está significativamente comprometido. A síndrome metabólica inclui, além dos fatores já mencionados, a hipertensão arterial, formando um conjunto de condições que elevam o risco de doenças cardiovasculares e hepáticas graves.“O doente vai ficando inflamado como um todo, mas muitas vezes o fígado é o que mais será comprometido no final”, alerta o especialista.Uso de anabolizantes e suplementos: um risco adicionalO professor Alberto Queiroz Farias, da área de gastroenterologia da FMUSP, chama a atenção para outra questão: “Uma preocupação hoje são com os fatores que podem piorar o fígado. E é que eu queria chamar a atenção para o consumo de hormônios na forma de uso por conta própria, sem prescrição”, ressalta o especialista.Os anabolizantes, substâncias que fazem o papel da testosterona no organismo, podem causar danos graves ao fígado. “Pode provocar hepatite tóxica, que pode levar ao transplante de fígado, pode provocar câncer do fígado. Anos após, a pessoa nem lembra mais que consumiu, que usou excesso de substâncias, aparece com câncer de fígado”, adverte Alberto.O profrssor acrescenta que o mesmo cuidado deve ser tomado com suplementos alimentares como whey protein e creatina, muito utilizados na nutrição esportiva. Embora sejam seguros quando usados corretamente, o consumo excessivo ou sem orientação adequada pode sobrecarregar o fígado, especialmente em pessoas que já apresentam alguma condição hepática prévia.“É preciso respeitar as doses recomendadas pelo fabricante e precisa ter certeza de que a pessoa é saudável”, orienta o especialista.Professor Luiz Augusto reforçou que graves de complicações hepáticas relacionadas ao uso indevido de hormônios anabolizantes têm sido registrados na prática médica: “Esses pacientes chegam a ser transplantados pelo uso indevido dessas substâncias”, alerta o professor, enfatizando que já houve casos de atletas que morreram por complicações associadas ao uso desses hormônios. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.