PL oficializa apoio a Moro ao governo do Paraná

Wait 5 sec.

O Partido Liberal (PL) fechou apoio à pré-candidatura de Sergio Moro (União-PR) ao governo do Paraná, durante reunião com o senador na sede do partido nesta quarta-feira (18).Com isso, os bolsonaristas solucionam o problema da falta de palanque para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado, uma vez que o governador Ratinho Junior (PSD) vai disputar a Presidência da República e apoiar seu próprio grupo.“Nós vamos apoiar o Moro, isso está certo. Agora ele precisa definir a situação dele no União Brasil. E nós vamos tocar para frente”, afirmou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a reunião.Moro deve ter uma reunião nesta noite com a federação de seu partido, a União Progressista (União-PP), para tratar da candidatura. Caso não consiga legenda para disputar, o plano B é ele se filiar ao PL.Valdemar afirmou que a filiação de Moro não ficou definida no encontro desta manhã, mas sugeriu ela ser possível. Na saída do encontro, o senador não quis falar sobre o assunto.“Não ficou definido nada disso. Ele (Moro) vai conversar agora para ver o que é melhor para ele. (…) E talvez com o 22 (sigla do PL) o Moro ganhe a eleição no primeiro turno, agora precisa ver se ele vem para o partido ou não”, declarou.O dirigente negou que o movimento represente um rompimento com o grupo de Ratinho no Paraná. Os bolsonaristas e o partido de Gilberto Kassab tiveram rusgas na eleição municipal de 2024 e hoje tem seus próprios projetos presidenciais.“Não rompemos nada. O Ratinho mora no meu coração. Mas acontece que ele vai sair candidato a presidente, e daí vamos fazer zero voto no Paraná?”, disse.Moro vem tendo dificuldades para ter apoio da própria sigla para disputar a sucessão de Ratinho. Em dezembro, o diretório do PP no Paraná decidiu por unanimidade vetar o nome dele para o governo do Paraná pela federação. Moro, que tem liderado as pesquisas de intenção de voto, classificou a decisão à época como “imposição arbitrária”.A cúpula do PP no estado tinha se reunido em Curitiba com a presença do presidente nacional da legenda, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que endossou o veto ao ex-juiz da Lava Jato. “O partido no Paraná não irá homologar o nome do candidato Moro. Dos 27 Estados, este é o mais importante diretório, mas é o único que ainda está tendo essa discussão”, disse ao sair do encontro.A conversa entre Valdemar e Moro acontece uma semana após o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), se encontrar com Ratinho para pedir o apoio dele à candidatura presidencial do PL.O aceite implicaria a Ratinho abrir mão da vaga hoje em disputa dentro do próprio PSD. Outros dois governadores, o de Goiás, Ronaldo Caiado, e o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, competem entre si para se cacifar como candidato ao Palácio do Planalto pela sigla.Ratinho respondeu a Marinho que o PSD não decidiu ainda quem será o presidenciável e que ele não poderia responder pela legenda, segundo aliados do governador. Os dois combinaram de se falar até o fim de março.Aliados de Ratinho disseram ao Estadão que o governador levaria a Flávio a irritação provocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições municipais de 2024. À época, PSD tinha um acordo para o PL indicar o vice na chapa do candidato à prefeitura de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), apadrinhado de Ratinho.Embora o PL tivesse escolhido o bolsonarista Paulo Martins para a vaga, Bolsonaro acabou ficando ao lado da rival Cristina Graeml (então no PMB, hoje no União Brasil), o que enfureceu o grupo de Ratinho.O apoio declarado de Bolsonaro a Graeml às vésperas do primeiro turno foi visto como fundamental para que a jornalista de 54 anos, novata na política, garantisse seu lugar no segundo turno – ela acabaria derrotada. O episódio também pegou o PL de surpresa. Lideranças do PSD paranaense agora querem evitar uma nova traição nas eleições deste ano.*Com informações do Estadão Conteúdo Leia também Mendonça prorroga inquérito do Caso Master por mais 60 dias Ministério da Fazenda sugere que União arque com metade do prejuízo de isenção do ICMS