Negociadas dentro do Ibovespa, as ações da Eneva (ENEV3) sobem forte na bolsa de valores (B3) nesta quarta-feira (18) impulsionadas pelo leilão de reserva de capacidade (LRCap), evento aguardado há anos pelo setor de energia.Por volta das 15h (horário de Brasília), os papéis da companhia avançavam aproximadamente 12,3%, a R$ 23,77, figurando como o destaque positivo do pregão. Acompanhe o tempo real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "ENEV3", "ENEV3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "166201b"} ); Leilão de reserva de capacidadeO Brasil realiza entre hoje e a próxima sexta-feira (20) o leilão de contratos para usinas termelétricas e hidrelétricas, com o objetivo de garantir a segurança do fornecimento de energia elétrica.A expectativa é de negociar pelo menos 20 gigawatts (GW), destravando investimentos de dezenas de bilhões de reais em projetos de geração de energia.Esta é apenas a segunda edição do certame no país, e, de forma prática, garante a disponibilidade de usinas para acionamento rápido quando necessário pela operação do sistema elétrico.A maior parte dos contratos negociados nesta quarta-feira deverá ser destinada a usinas termelétricas movidas a gás natural e carvão, segmento no qual a Eneva atua, indicando maior demanda por esse tipo de energia do que por expansões de hidrelétricas.Os contratos negociados no certame têm prazos de 10 a 15 anos e inícios de suprimento entre 2026 e 2031, a depender do tipo de usina e fonte de energia.Segundo o BTG Pactual, devido à magnitude do evento, as ações da Eneva podem sofrer grandes oscilações, já que os resultados só serão conhecidos após o fechamento do mercado.Para o UBS BB, este é um momento muito aguardado para a companhia — e pode ser até transformacional. Isso ocorre porque a empresa possui usinas termelétricas (UTEs) com contratos próximos do vencimento que buscará renovar.Além disso, a Eneva pretende contratar expansões de novas UTEs, como a Celse 2 (ampliação da Celse 1), de até 1,3 GW, e a Ceiba, de até 750 MW.Na visão do UBS BB, a companhia se destaca como um dos poucos players capazes de converter preços de capacidade mais altos em megawatts executáveis.De acordo com o banco, como empresa R2W (ready to work, em inglês, ou pronta para operar, em português), ela apresenta vantagens de custo de transporte de gás em relação à maioria dos concorrentes.Governo reviu valoresEm 10 de fevereiro, a Aneel aprovou os tetos de preços definidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para o leilão bem abaixo das expectativas do mercado, provocando queda de cerca de 20% nas ações da Eneva durante aquele pregão.O receio do mercado era de que os valores poderiam comprometer o certame e até inviabilizar a participação da companhia.Três dias depois, porém, o governo republicou os tetos atualizados, reduzindo os receios de um leilão fracassado.*Com informações da Reuters