BRB seguirá apostando em venda de imóveis do GDF apesar de impasse jurídico

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 O BRB (Banco Regional de Brasília) negocia com o Banco Central um novo prazo para divulgar o seu balanço de 2025, cuja data limite é 31 de março.A instituição regional quer solucionar o impasse jurídico a respeito da venda de imóveis do governo do Distrito Federal antes de formalizar ao mercado o seu plano de recomposição de capital.A divulgação do balanço depende da Assembleia Geral Extraordinária, onde o BRB vai submeter aos acionistas sua proposta final de capitalização.Com o vaivém das decisões judiciais ao longo desta semana, o conselho do BRB decidiu cancelar a reunião que seria realizada na última quarta-feira (18). Leia Mais EUA podem remover sanções a petróleo iraniano em navios-tanque, diz Bessent Haddad deixa Fazenda com PIB aquecido e piora fiscal; relembre trajetória Bessent: EUA poderão fazer outra liberação estratégica de petróleo Agora, a instituição de Brasília aguarda o resultado de negociações com o Banco Central para marcar uma nova data para a Assembleia Geral Extraordinária.O uso de imóveis e ativos de estatais como Terracap, CEB e Caesb como garantia do BRB havia sido autorizado através de uma lei sancionada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), mas foi barrado pela 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal.Na terça-feira (17), o desembargador Roberval Belinati, do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios), derrubou a decisão da primeira instância que proibia o GDF (Governo do Distrito Federal) de usar imóveis para cobrir o rombo gerado no BRB após o Caso Master.Apesar do imbróglio jurídico, a principal opção de capitalização do BRB segue sendo o fundo imobiliário dos imóveis do governo do Distrito Federal, segundo apurou o CNN Money. A estratégia é vista pelo banco como a mais vantajosa pois não geraria custos adicionais.A lei que autoriza o uso de imóveis públicos como garantia do BRB lista nove ativos. Fontes ouvidas pela reportagem disseram que as tratativas com investidores já estavam avançadas.BRB decide vender ativos que recebeu do Banco Master | MONEY NEWSO banco precisa de uma capitalização de R$ 6,6 bilhões para melhorar seus indicadores de saúde financeira, como o Índice de Basilea, que indica a capacidade do banco para suportar riscos e proteger o dinheiro dos clientes.A ideia é que a maior parte da capitalização seja oriunda da venda de imóveis. Interlocutores já consideram que o fundo imobiliário não deve suprir sozinho o montante necessário, uma vez que há propriedades com pendências jurídicas.O que faltar será complementado com um empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) ou de um pool de bancos. O CNN Money apurou que as tratativas da operação com o fundo já está encaminhada, mas é necessário aguardar a solução desse imbróglio jurídico para vender os imóveis e definir o volume do empréstimo.Desde que o BRB trocou de gestão, o banco contratou uma auditoria externa independente para fazer um pente-fino nas operações com o Banco Master, alvo de investigação da Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro.De acordo com fontes ouvidas pelo CNN Money, o escritório deve finalizar a investigação até o fim de março.Quebra de bancos: como funciona a proteção do FGC aos clientes