Vivara (VIVA3) vê oportunidades de melhorias na margem em 2026

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A Vivara (VIVA3) espera melhorar sua margem bruta em 2026, além de incrementar sua geração de caixa e continuar crescendo apesar da alta dos metais preciosos, disseram os executivos em teleconferência após a publicação do balanço do quarto trimestre na véspera.De acordo com o diretor presidente Thiago Borges e o diretor financeiro Elias Leal, o grupo tem flexibilidade para melhorar suas margens a partir de elevados níveis de estoque de matéria-prima e iniciativas de engenharia de produto sem necessidade de recorrer diretamente ao repasse para limitar o impacto do preço do ouro.O grupo registrou um lucro líquido ajustado de R$264,8 milhões no último trimestre de 2024, expansão de quase 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a margem cresceu 2,3 pontos percentuais para 24,9%.Borges acrescentou que a Vivara possui estoque de ouro no formato de matéria-prima para oito meses, e que realizará o derretimento de produtos acabados ao longo do ano.Isso significa que o grupo teria no mínimo 18 meses ou mais para poder reposicionar o preço dos produtos para chegar aos níveis atuais da commodity, disse Borges.O preço do ouro, que também é considerado um ativo refúgio para investidores e se encontra em cerca de US$4.620 por onça, mais do que dobrou nos últimos dois anos devido ao aumento das incertezas globais provocadas pelas recentes guerras e tensões comerciais.O executivo destacou que o grupo também está priorizando a engenharia do produto, buscando soluções que podem reduzir o metal em 20% ou 30% como forma de evitar repasses de preço ou aumentar margens.A ação da Vivara caía mais de 4,4% no pregão de quinta-feira.