Grupo Ável quer R$ 100 bi e traz ex-JPMorgan ao conselho

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O Grupo Ável deu um passo relevante em sua estratégia de crescimento ao estruturar, em março de 2026, um Conselho Consultivo com perfil independente para orientar as decisões da companhia até 2030. O movimento não é apenas de governança: por trás dele está uma meta ambiciosa — saltar de R$ 16 bilhões para R$ 100 bilhões em ativos sob custódia nos próximos quatro anos, um crescimento de mais de seis vezes.A presidência do novo colegiado ficará com Marcelo Cincão, CO-CEO do grupo, e o nome de maior destaque entre os conselheiros independentes é o do economista Aod Cunha de Moraes Jr., com passagens pelo BTG Pactual e pelo JPMorgan, além de cadeira em conselhos de empresas como Gerdau, Agibank e Banco Pan. A composição inclui ainda o CO-CEO Fernando Pisa e outros executivos da própria companhia.Descubra o novo modelo de remuneração para assessores XPPara Pisa, a criação do conselho reflete a maturidade que o negócio atingiu e a complexidade crescente do mercado em que opera. “A Ável se consolidou como um dos grandes players do setor e ampliou sua oferta de serviços, incluindo planejamento financeiro e consultoria”, afirma o executivo. “Trazer profissionais independentes com experiência estratégica contribui para aumentar a assertividade das decisões de crescimento.”A iniciativa ocorre três anos após a entrada da XP no capital do grupo, movimento que levou à criação de um Conselho de Administração em 2023. O novo colegiado consultivo não substitui essa estrutura — funciona como uma camada adicional de reflexão estratégica, conectada à diretoria executiva e ao plano tático da empresa.Veja mais: O caminho da InvestSmart para entrar na Bolsa e alcançar R$ 35 bi sob custódiaE também: Brazil Wealth mira R$ 1 bi no primeiro ano com tecnologia e independênciaReuniões trimestrais com pauta de longo prazoO conselho se reunirá trimestralmente com pautas pré-definidas que cobrem temas como estratégia de longo prazo, alocação de capital, inteligência artificial, cultura organizacional, contexto macroeconômico e desenvolvimento do negócio de wealth management. Reuniões extraordinárias poderão ser convocadas em situações específicas, como fusões e aquisições, mudanças regulatórias relevantes ou eventos que impactem o negócio de forma significativa.A lógica, segundo Pisa, é deliberadamente de longo prazo. “A ideia é olhar para além do ciclo orçamentário anual e discutir a sustentabilidade e a perenidade do negócio, apoiando tanto a expansão quanto o desenvolvimento de lideranças e o planejamento sucessório”, diz o executivo.O perfil de Aod Cunha reforça essa orientação. Doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e com pós-doutorado na Columbia University, ele acumula experiência tanto no mercado financeiro — foi managing director do JPMorgan entre 2010 e 2017 — quanto no setor público, tendo ocupado o cargo de secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul entre 2007 e 2009.A presença de um nome com esse currículo sinaliza que o Grupo Ável quer qualificar não apenas sua operação comercial, mas também sua capacidade de navegar ambientes macroeconômicos voláteis e avaliar movimentos de consolidação — algo cada vez mais relevante num setor de assessoria de investimentos em processo acelerado de concentração.Manchester adquire duas novas assessorias e alcança R$ 26 bi sob custódiaComo a IA redesenhou a gestão de investimentos: “não é mais opção, é obrigação”Vanguarda num setor ainda imaturo em governançaO modelo de conselho consultivo com conselheiros independentes ainda é raro entre os players de investimento no Brasil. A maior parte das assessorias e gestoras do país opera sem estruturas formais desse tipo, mesmo aquelas com volumes expressivos sob gestão. O Grupo Ável aposta que a iniciativa representa um diferencial competitivo.“Entendemos que estamos na vanguarda desse movimento no setor, ao estruturar um conselho consultivo com profissionais independentes para apoiar nossa estratégia de crescimento”, afirma Pisa. A declaração carrega um recado implícito ao mercado: governança deixou de ser tema restrito a companhias abertas ou em véspera de IPO.Com a meta de R$ 100 bilhões até 2030 no horizonte, o grupo precisa sustentar um ritmo de crescimento que combina expansão orgânica — pela jornada do cliente e por avanços em tecnologia — com eventuais movimentos inorgânicos. É justamente para avaliar essas decisões com mais rigor que o conselho foi desenhado.Leia tambémTrump chama Otan de ‘covarde’ por não se juntar à guerra contra o Irã“Seria tão fácil para eles, com tão pouco risco. COVARDES – e nós vamos LEMBRAR!”, acrescentou o presidente dos EUAO setor de wealth management brasileiro vive um momento de reorganização, com grandes plataformas ampliando sua presença e assessorias independentes buscando escala. Nesse contexto, estruturas de governança mais sofisticadas tendem a se tornar não apenas um diferencial, mas uma exigência — seja para atrair investidores institucionais, seja para dar credibilidade a operações de M&A. O Grupo Ável parece querer chegar preparado.The post Grupo Ável quer R$ 100 bi e traz ex-JPMorgan ao conselho appeared first on InfoMoney.