Bolsas da Europa derretem com temores de inflação e registram 3ª semana consecutiva de perdas

Wait 5 sec.

Os índices europeus fecharam nesta sexta-feira (20) em forte queda de olho na volatilidade do petróleo, que traz viés de alta para a inflação. As bolsas da Europa tiveram a terceira semana consecutiva de perdas desde o início da guerra no Oriente Médio.O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 1,78%, aos 573,28 pontos.Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, tombou 2,01%, aos 22.380,19 pontos; o FTSE 100, de Londres, teve queda de 1,44%, aos 9.918,33 pontos; e o CAC 40, de Paris, caiu 1,82%, aos 7.665,62 pontos.O que movimentou os mercados europeus hoje?As atenções do mercado seguiram concentradas no conflito no Irã, que entrou em seu 21º dia. Os contratos futuros do Brent para maio voltaram a ser negociados a US$ 110 o barril no início da tarde, diante dos desdobramentos do conflito no Oriente MédioSegundo noticiado pela Reuters, os militares norte-americanos estão enviando um grande navio de assalto anfíbio com milhares de fuzileiros navais e marinheiros adicionais para o Oriente Médio, enquanto o novo líder supremo do Irã elogiava a “unidade” e a “resistência” do país.Os preços do petróleo moderaram mais cedo diante da possibilidade de remoção das sanções ao petróleo iraniano, após falas do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright. De acordo com Wright, o movimento permitiria o abastecimento da Ásia em três ou quatro dias.Na quinta-feira (19), o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros em 2%, mas as autoridades devem discutir aumentos nos próximos meses.“Acreditamos que as autoridades já podem começar a aumentar em abril, já que alguns aventaram essa possibilidade”, disse Franziska Palmas, economista sênior para a Europa da Capital Economics.Os operadores precificam dois aumentos de 0,25 ponto porcentual nos juros da zona do euro até o final de 2026, segundo os dados da LSEG, divergindo das expectativas anteriores à guerra, de taxas inalteradas ao longo do ano.*Com informações de Reuters